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Exportações de petróleo dos EUA batem recorde em meio à guerra com o Irã
Publicado 03/05/2026 • 09:15 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 03/05/2026 • 09:15 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
As exportações de petróleo dos Estados Unidos atingiram nível recorde em abril, impulsionadas pela guerra com o Irã e pelo bloqueio iraniano no Estreito de Ormuz, que isolou parte relevante do escoamento pelo Golfo Pérsico.
Segundo dados da Kpler, os embarques americanos chegaram a 5,2 milhões de barris por dia no mês passado. O volume representa alta de mais de 30% em relação aos 3,9 milhões de barris por dia registrados em fevereiro, antes do início do conflito.
O avanço reforçou o papel do Porto de Corpus Christi, no Texas, que já era o terceiro maior terminal exportador de petróleo do mundo antes da guerra, atrás de Ras Tanura, na Arábia Saudita, e Basra, no Iraque.
Desde o início do conflito, o terminal texano passou a concentrar ainda mais demanda de petroleiros de diferentes países, enquanto os dois principais portos do Golfo Pérsico enfrentam restrições por causa do bloqueio no Estreito de Ormuz.
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Março foi o mês mais movimentado da história do Porto de Corpus Christi, segundo o CEO Kent Britton. O primeiro trimestre também foi o mais intenso já registrado pelo terminal.
As exportações de petróleo pelo porto subiram para cerca de 2,5 milhões de barris por dia desde o início da guerra, ante 2,2 milhões de barris por dia no ano passado, afirmou Britton.
O tráfego de navios também aumentou. Em março, mais de 240 embarcações passaram pelo terminal, acima da média mensal de cerca de 200 navios.
“É um desfile constante de petroleiros entrando e saindo”, afirmou Britton.
O Porto de Corpus Christi respondeu por cerca de metade das exportações de petróleo dos EUA em abril, enquanto Houston concentrou a maior parte do restante, segundo dados da Kpler.
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Siga o Times | CNBCEntre 50 e 60 grandes petroleiros do tipo VLCC (Very Large Crude Carriers) se dirigem diariamente aos portos dos EUA, o dobro do volume observado no ano passado, mostram os dados. Esses navios podem transportar até 2 milhões de barris.
Muitos desses petroleiros vêm de países asiáticos, que antes importavam petróleo do Oriente Médio, afirmou Matt Smith, diretor de pesquisa de commodities da Kpler. Agora, recorrem à costa do Golfo dos EUA, já que a rota pelo Estreito de Ormuz está, na prática, fechada.
“Os mercados asiáticos estão comprando tudo o que conseguem, então estão adquirindo muito petróleo leve e doce”, disse Smith.
O Porto de Corpus Christi também registrou forte aumento nas exportações de derivados refinados para o Oriente Médio. O volume enviado à região no primeiro trimestre superou todo o total do ano passado, afirmou Britton.
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O redirecionamento de navios para a costa do Golfo dos EUA tende a ser mais uma medida emergencial em tempos de guerra do que uma mudança estrutural permanente na preferência dos compradores asiáticos.
O petróleo leve e doce produzido nos EUA é um substituto limitado para o petróleo pesado e ácido do Oriente Médio, devido à forma como muitas refinarias são configuradas para processar cargas mais pesadas, explicou Matt Smith, da Kpler.
Além disso, as exportações americanas devem encontrar um teto pouco acima de 5 milhões de barris por dia, devido à capacidade dos terminais, disse Smith. O Porto de Corpus Christi atinge um limite de cerca de 2,6 milhões de barris por dia por restrições de dutos, mas poderia ampliar em cerca de 500 mil barris por dia com expansão da infraestrutura, afirmou Britton.
Os EUA, a América Latina e a África Ocidental podem ajudar a suprir volumes adicionais para compradores asiáticos. Ainda assim, o Oriente Médio permanece insubstituível como grande produtor global, destacou Smith. Antes da guerra, cerca de 20% do petróleo mundial passava pelo Estreito de Ormuz.
“É um vazio que não pode ser preenchido”, disse Smith. “A solução passa por garantir fornecimento seguro do Oriente Médio.”
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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