Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Shakira no Brasil: o impacto econômico dos shows e o avanço do “gig tripping” na América Latina
Publicado 30/04/2026 • 16:45 | Atualizado há 2 meses
Waymo faz recall de cerca de 3.900 robotáxis depois de alguns terem invadido zonas de obras em rodovias
Funcionários da Amazon são alvo de investigação após críticas à expansão de data centers de IA
Chefe da OPEP rejeita previsão da AIE sobre excesso de oferta enquanto “crítico” Estreito de Ormuz é reaberto
Preços do petróleo caem após Vance afirmar que mais de 12 milhões de barris saíram do Estreito de Ormuz
JD Vance, vice-presidente dos EUA, defende acordo com o Irã
Publicado 30/04/2026 • 16:45 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Instagram
Rio se prepara para show de Shakira com operação de grande escala e expectativa de público superior a 2,5 milhões.
O projeto “Todo Mundo no Rio”, criado para posicionar a cidade do Rio de Janeiro como um dos principais palcos globais de grandes espetáculos e impulsionar o turismo em larga escala, ganha um novo capítulo com a chegada de Shakira. A artista, um dos maiores nomes da cultura pop latina, se apresenta nas areias de Copacabana neste sábado (2), com uma expectativa que chama atenção até para padrões internacionais: 2,5 milhões de pessoas ou mais, número que a própria cantora classificou como “surreal”.
A iniciativa segue um histórico recente de eventos de grande impacto. Em 2024, o show de Madonna em Copacabana reuniu cerca de 1,6 milhão de pessoas e movimentou aproximadamente R$ 600 milhões na economia local, segundo a prefeitura.
Já em 2025, Lady Gaga elevou esse patamar, ao reunir cerca de 2,5 milhões de pessoas nas areias de Copacabana, entrando para o Guinness Book como o maior público da história em um show gratuito de uma artista feminina.
O evento consolidou de vez o Rio de Janeiro como palco de megaespetáculos globais em escala inédita. É dentro dessa lógica que o show de Shakira se posiciona: com expectativa de até 2,5 milhões de pessoas ou mais, o evento não apenas acompanha esse novo padrão como reforça a cidade como destino estratégico para grandes turnês e ativações de marca.
No caso de Shakira, com mais de 80 milhões de discos vendidos e uma base global altamente engajada, a artista mobiliza não apenas fãs locais, mas um fluxo de pessoas que viajam especificamente para viver essa experiência.
E é exatamente aí que o entretenimento se conecta diretamente com a economia.
A expectativa em torno do show também se sustenta pela dimensão inédita da produção. O evento deve contar com uma estrutura de palco ampliada em Copacabana, pensada para comportar tanto o repertório completo da artista quanto a projeção visual para um público de milhões nas areias.
A apresentação integra uma lógica de espetáculo de grande escala, com possibilidade de participações especiais e ativações ao longo da noite, ainda não totalmente divulgadas, mas já especuladas pelo mercado como parte da estratégia de engajamento.
Outro ponto que chama atenção é a própria operação do evento: logística reforçada, ampliação de áreas técnicas e expectativa de transmissão e repercussão digital em tempo real, o que transforma o show em um conteúdo que extrapola o espaço físico. A comparação com eventos anteriores, como o de Madonna, ajuda a dimensionar o potencial: no caso de Shakira, a combinação entre apelo latino, alcance global e expectativa de público recorde tende a elevar ainda mais esse impacto.
Mas a passagem de Shakira pelo Brasil, no show Todo Mundo no Rio, na cidade do Rio de Janeiro, vai além de musica e entretenimento. O movimento reforça uma tendência global que vem redesenhando o turismo: o gig tripping, fenômeno em que pessoas viajam especificamente para assistir a grandes shows e eventos ao vivo.
Mais do que público, esses eventos mobilizam cadeias inteiras da economia, da aviação à hotelaria, passando por alimentação, transporte e consumo local.
O conceito ganhou força nos últimos anos, especialmente após a pandemia, com turnês de artistas globais como Taylor Swift, Beyoncé e Coldplay movimentando cidades inteiras.
Segundo dados da Global Travel Trends (2024), eventos musicais já estão entre os principais motivadores de viagens internacionais, com impacto direto na taxa de ocupação hoteleira e no consumo local.
Na América Latina, esse movimento ganha ainda mais relevância por um fator estrutural: a menor frequência de grandes turnês globais, o que aumenta o deslocamento regional de fãs entre países.
Ou seja: não é apenas o público local que consome, é um público que viaja para consumir
O impacto desses eventos se conecta diretamente a um setor já relevante.
Segundo o WTTC (World Travel & Tourism Council), o turismo representou cerca de 7,8% do PIB do Brasil em 2024, com tendência de crescimento contínuo.
No Rio de Janeiro, esse peso é ainda mais significativo. Estimativas da prefeitura e de órgãos de turismo indicam que o setor pode representar entre 10% e 12% da economia da cidade, considerando sua vocação histórica para eventos, lazer e hospitalidade.
Grandes shows funcionam como aceleradores desse sistema.
Eles não apenas ocupam hotéis, mas ativam toda a cadeia da hospitalidade:
E fazem isso em um curto espaço de tempo, com alta concentração de consumo.
Casos recentes ajudam a dimensionar esse impacto.
Shows internacionais no Brasil têm gerado picos de ocupação próximos a 100% na rede hoteleira, aumento de tarifas e crescimento significativo no fluxo de turistas.
Além disso, há um efeito indireto importante: o fortalecimento da imagem da cidade como destino global.
Siga o Times Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Seguir no GoogleNo caso do Rio, isso dialoga com uma estratégia maior de reposicionamento da cidade como polo de eventos internacionais, combinando entretenimento, cultura e turismo de experiência.
Dentro desse ecossistema, as marcas ocupam um papel estratégico.
A Dove, por exemplo, é um dos patrocinadores oficiais do evento e utiliza o show como plataforma de conexão com um público massivo e altamente engajado.
Mais do que exposição, o investimento segue uma lógica clara: transformar presença em experiência.
A ativação da marca vai trazer:
A agencia criativa, a BR Media Group, a Tastemakers Brasil e Initiative Brasil sao as agencias envolvidas na ação.
Com foco na linha de desodorantes, a estratégia busca associar a marca a momentos de alta intensidade emocional um dos territórios mais valorizados pelo marketing contemporâneo.
O retorno desse tipo de patrocínio não se mede apenas em alcance.
Eventos dessa escala oferecem três camadas de valor:
Em um cenário onde atenção é um ativo escasso, estar presente em eventos de alta mobilização se torna uma decisão estratégica, não apenas publicitária.
O show de Shakira no Brasil ilustra um movimento maior.
O entretenimento ao vivo deixou de ser apenas cultura e passou a operar como infraestrutura econômica completa temporária.
Ele movimenta cidades, ativa setores e atrai fluxos internacionais.
E, ao mesmo tempo, cria novas formas de consumo, onde viajar para viver uma experiência se torna prioridade.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Danni Rudz é comunicadora, criadora de conteúdo, consultora de diversidade corporal e vivências raciais, palestrante, educadora e especialista em moda inclusiva.
Comentarista especialista no Times Brasil – Licenciado CNBC falando ao vivo de Mercado de Luxo e Lifestyle, todas as 6ª feiras. Membro Forbes BLK.
Embaixadora pela Beleza Real Dove.
Maiores Audiências
1
DENÚNCIA: Forbes Brasil tem fundo do Banco Master como sócio oculto
2
Quanto GTA VI vai custar no Brasil? Pré-venda do novo jogo começa na próxima semana
3
Endrick no banco: por que o patrocínio do jogador virou teoria nas redes?
4
JD Vance, vice-presidente dos EUA, defende acordo com o Irã
5
PARCERIA INÉDITA – ELEIÇÕES 2026: Times | CNBC fecha acordo com American Analytics, empresa internacional; confira os resultados