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Como “A Odisseia”, de Christopher Nolan, impulsiona o modelo IMAX
Publicado 09/07/2026 • 16:02 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 09/07/2026 • 16:02 | Atualizado há 3 meses
Divulgação/Universal Pictures
O lançamento de “O Poder Esmagador do Cinema”, livro de Pablo Savalla pelo selo Estandarte, chega ao mercado colado a um dos maiores eventos comerciais do cinema em 2026.
A Odisseia, novo épico de Christopher Nolan, estreia no Brasil em 16 de julho e segue o mesmo eixo de datas que sustenta a tese do livro.
O projeto tem orçamento estimado em US$ 250 milhões, o maior da carreira do diretor, e é a primeira produção do cineasta filmada inteiramente com câmeras IMAX de 70 mm.
Números assim tornam o argumento central da obra de Savalla, sobre o poder do IMAX de redefinir a experiência estética, um caso vivo de mercado, não apenas uma tese acadêmica.
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As projeções de bilheteria reforçam essa leitura. O filme deve abrir entre US$ 80 e 100 milhões no mercado americano, com faturamento doméstico total projetado entre US$ 325 e 475 milhões. Para cobrir produção e marketing, o estúdio precisaria de algo entre US$ 625 e 800 milhões em bilheteria global.
O apetite do público já se manifestou antes de qualquer crítica: ingressos para sessões IMAX 70 mm foram abertos um ano antes da estreia e esgotaram em até 12 horas em metade das salas americanas disponíveis.
Esse fenômeno de consumo é o pano de fundo ideal para o lançamento editorial. A Livraria Janela do Shopping Gávea recebe Savalla em 24 de julho, oito dias após a estreia mundial do filme, período em que o público que lotou as salas em busca de imagem, som e escala ainda está processando a experiência. É a janela perfeita para transformar espectador em leitor.
Do lado da tecnologia, a IMAX Corporation vive um dos melhores momentos financeiros de sua história recente. A companhia projeta receita de US$ 448 milhões em 2026, acima dos US$ 396 milhões registrados antes da pandemia, com lucro ajustado subindo de US$ 149 para US$ 197 milhões.
A expansão física segue no mesmo ritmo: a expectativa é de entre 160 e 175 novos sistemas IMAX instalados neste ano, além de um mercado endereçável revisado para quase 4.500 zonas no mundo, o dobro da presença atual combinada da marca.
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A empresa também virou alvo de especulação de mercado. Há conversas em andamento com possíveis compradores, em um momento de resultados acima das expectativas de Wall Street, o que sugere valorização estratégica, não fragilidade financeira. E o pipeline de conteúdo segue robusto, com ao menos dez filmes já produzidos especificamente para IMAX previstos para 2027, incluindo Star Wars, Superman e Batman.
Diante desse cenário, o livro de Savalla se posiciona como produto editorial ancorado em um ativo de mídia em expansão comprovada. A plataforma de pré-venda, com pôster, playlist e degustação de capítulo, funciona como réplica em pequena escala da própria estratégia de experiência multissensorial que sustenta o crescimento da IMAX. Cultura e negócio caminham na mesma direção, e os números confirmam.
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