CNBC
Ormuz

CNBCPreço do petróleo bruto cai quase 5% após Trump afirmar que EUA e Irã concluíram o acordo para reabrir o Estreito de Ormuz

UP MarKet Colunas

O Dia dos Namorados e a nova assinatura do desejo

Publicado 12/06/2026 • 21:34 | Atualizado há 9 horas

Foto de Danni Rudz

Danni Rudz

Danni Rudz é comunicadora, criadora de conteúdo, consultora de diversidade corporal e vivências raciais, palestrante, educadora e especialista em moda inclusiva.  Comentarista especialista no Times Brasil - Licenciado CNBC falando ao vivo de Mercado de Luxo e Lifestyle, todas as 6ª feiras. Membro Forbes BLK.

Na semana do Dia dos Namorados, fui convidada para o lançamento de Désir Parisien 750,
nas versões masculina e feminina, nova dupla de fragrâncias da O.U.i Paris.

E o lancamento me fez refletir sobre uma transformação no universo da perfumaria.

O perfume continua sendo um dos presentes mais escolhidos para a data, e durante muito
tempo, fragrâncias foram associadas à sedução, ao romance e à ideia de agradar alguém.
Hoje, cada vez mais, elas se fazem presentes e ligadas a outro conceito: identidade.

Em um momento em que consumidores buscam formas mais pessoais de se expressar, o
perfume passou a ocupar um espaço que vai muito além do aroma. Tornou-se uma
assinatura. Uma extensão invisível da personalidade. Uma forma de ser lembrado.

Não por acaso, algumas fragrâncias ultrapassaram a condição de produto e se transformaram
em verdadeiros fenômenos culturais.

  • Baccarat Rouge 540
  • Tobacco Vanille
  • Good Girl

Angel são exemplos de perfumes que conquistaram seguidores fiéis não apenas pelo aroma,
mas pela identidade que ajudaram a construir.

São fragrâncias que comunicam algo antes mesmo de qualquer palavra e que represente
quem somos ou que queremos expressar naquele momento.

Mais do que uma proposta ligada ao romance, Désir Parisien 750 parece conversar com uma
sensualidade contemporânea, associada à presença, à confiança e à forma como escolhemos
ser percebidos.”

A marca pertence ao Grupo Boticário e vem construindo sua trajetória dentro da alta
perfumaria democrática, trazendo ao mercado brasileiro criações desenvolvidas na França e
inspiradas pelo savoir-faire parisiense.

Ë a primeira vez que a marca insere a sensualidade em seu portfólio.

As duas fragrâncias foram criadas por Fabrice Pellegrin, perfumista responsável por algumas
das criações mais relevantes da perfumaria contemporânea, com passagens por casas como
Diptyque, Jo Malone London, Armani Privé, Kilian Paris e Courrèges.

Na versão feminina, notas de frésia, flor de laranjeira, praliné, baunilha, fava tonka, âmbar e
musk criam uma composição intensa, envolvente e extremamente sensual.

Na masculina, bergamota, mandarina, pimenta preta, lavanda, baunilha, sândalo e musk
entregam uma fragrância sofisticada, quente e marcante.

Mas o que mais me chamou atenção foi a possibilidade de explorar as duas criações através
do layering.

Prática cada vez mais presente entre consumidores de perfumaria premium, o layering
permite combinar fragrâncias para criar algo único. Uma assinatura ainda mais pessoal.

Em um mercado que valoriza exclusividade e individualidade, essa possibilidade amplia não
apenas o uso do perfume, mas também a forma como nos relacionamos com ele. E
consumimos.

E em uma época em que se buscam formas de se diferenciar, talvez o verdadeiro desejo
esteja justamente em encontrar uma assinatura que seja impossível de confundir com
qualquer outra.

É sobre o papel que a perfumaria ocupa hoje na construção da nossa presença. Mais sobre si
e menos sobre o outro.

O Dia dos Namorados continua sendo uma ótima ocasião para presentear com perfume. Mas
a força da perfumaria hoje está no fato de que ela deixou de falar apenas sobre romance. Ela
fala sobre identidade. Sobre presença. Sobre a forma como escolhemos ser lembrados.

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Colunas