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Copa do Mundo mostra que TV linear segue mais forte que a internet
Publicado 14/06/2026 • 17:30 | Atualizado há 4 horas
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Publicado 14/06/2026 • 17:30 | Atualizado há 4 horas
A Copa do Mundo de 2026 reforçou uma tese que parte do mercado passou a questionar nos últimos anos: a televisão linear continua sendo uma potência de alcance no Brasil. Mesmo com a divisão dos direitos de transmissão e a presença da CazéTV como um dos principais players do torneio, Globo e SBT registraram público superior ao canal digital, demonstrando que a TV aberta ainda preserva uma capacidade de mobilização difícil de ser igualada.
O resultado ganha relevância porque a edição de 2026 ocorreu em um cenário muito diferente daquele que marcou Copas anteriores. A fragmentação dos direitos reduziu a concentração das transmissões em uma única empresa e ampliou as opções disponíveis para o espectador. Ainda assim, quando o assunto foi audiência e alcance, as emissoras tradicionais mantiveram vantagem sobre a operação digital liderada por Casimiro Miguel.
A Globo, historicamente associada às transmissões da Copa do Mundo, voltou a se beneficiar de uma combinação difícil de replicar. A emissora conta com cobertura nacional, forte presença regional por meio das afiliadas e uma estrutura de programação capaz de transformar cada partida em um acontecimento televisivo.
O desempenho do SBT também chama atenção. Mesmo sem a mesma tradição da Globo em Copas do Mundo, a emissora conseguiu alcançar mais espectadores do que a CazéTV. O dado reforça que o alcance da televisão aberta continua sendo um ativo valioso em eventos de grande interesse popular. Em um país marcado por diferentes níveis de acesso à internet, o sinal aberto segue sendo uma ferramenta eficiente para atingir públicos amplos e diversos.
Isso não significa que a participação da CazéTV tenha sido irrelevante. Pelo contrário. O canal consolidou um modelo de transmissão que dialoga diretamente com hábitos de consumo digitais. A linguagem informal, a presença de influenciadores e a integração com redes sociais transformaram a cobertura em uma experiência diferente daquela oferecida pelas TVs tradicionais.
No entanto, os primeiros números da Copa de 2026 indicam que alcance digital e impacto cultural não são necessariamente sinônimos de liderança de público. A CazéTV ampliou sua relevância e fortaleceu sua marca, mas não conseguiu superar o volume de espectadores reunido por Globo e SBT. O cenário sugere que a ascensão das plataformas online ainda convive com a força estrutural da televisão linear, especialmente em eventos de interesse nacional.
A Copa também demonstrou que previsões sobre o declínio acelerado da TV aberta podem ser precipitadas. Nos momentos de maior mobilização coletiva, como uma partida decisiva da seleção brasileira ou um confronto de grande repercussão internacional, milhões de pessoas continuam recorrendo ao modelo tradicional de transmissão. A facilidade de acesso, a familiaridade do meio e o hábito de consumo ajudam a explicar esse comportamento.
Mais do que uma disputa entre vencedores e derrotados, a edição de 2026 evidenciou a coexistência de modelos. A CazéTV mostrou que o digital pode competir em relevância e engajamento. Globo e SBT, por sua vez, comprovaram que a televisão linear continua sendo o principal instrumento de alcance de massa do país. A batalha pela atenção do público segue aberta, mas a Copa deixou claro que a TV tradicional ainda ocupa uma posição central no ecossistema de mídia brasileiro.
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