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Tarifaço e guerra anulam boas novas com inflação e reduzem fôlego do Ibovespa ao longo da semana
Publicado 17/07/2026 • 21:33 | Atualizado há 3 meses
Publicado 17/07/2026 • 21:33 | Atualizado há 3 meses
Os dados positivos de inflação não conseguiram superar as notícias ruins que vieram de fora. O tarifaço versão 2026 e a interminável guerra no Irã acabaram direcionando o comportamento dos ativos brasileiros ao longo da semana.
Por isso, o Ibovespa desceu 2,34% na semana, de volta aos 173 mil pontos, perdendo o fôlego para uma eventual retomada, que foi ensaiada na semana anterior, quando subiu quase 3%, aos 177 mil pontos.
As tarifas impostas pelo governo Trump no último dia 15 — que começarão a ser aplicadas no próximo dia 22 — assustaram os investidores por conta da imprevisibilidade com relação ao impacto sobre a economia brasileira, com destaque para o câmbio, com uma possível apreciação do dólar contra o real. Por enquanto, o dólar segue comportado, aos R$ 5,10. O Focus projeta R$ 5,20 ao final do ano.
Sobre o tarifaço, um dos setores mais afetados deve ser o de máquinas e equipamentos, onde está a WEG (WEGE3), que caiu 6,15% na semana por conta principalmente do tarifaço. A medida do governo Trump pode significar mais um desafio para o projeto de reindustrialização do país, promessa do governo Lula.
Além disso, o preço do petróleo voltou a disparar. Aos US$ 86, o preço do Brent subiu cerca de 13% na semana, aumentando o sentimento de aversão ao risco no mercado global. O VIX, índice do medo, que mede a volatilidade do mercado global, subiu mais de 14% desde o início da semana, mostrando que o mercado entendeu os movimentos recentes de EUA e Irã como o cancelamento do acordo pelo fim da guerra.
Inflação desacelerando indica que o patamar de juros ao final de 2026 pode pode vir abaixo dos 14%. O último IPCA veio à metade do que o mercado esperava (016% contra 0,32% projetados).
Nesse sentido, as projeções para a inflação ao final de 2026 também caíram nas últimas duas semanas. Na última segunda, as expectativas para o IPCA de 2026 passaram de 5,30% para 5,16%. Anteriormente, a queda tinha sido de 5,33% para R$ 5,30.
Agora as expectativas ficam por conta do boletim Focus da próxima segunda-feira, quando o mercado deve confirmar a tendência de desaceleração dos preços para este ano.
Mas a mudança dos ventos na bolsa ainda vai depender muito mais dos desdobramentos de eventos que fogem do campo de atuação dos agentes brasileiros, com destaque para a guerra. Mas há um fator adicional, o desempenho das empresas de tecnologia, que divulgarão resultados a partir da semana que vem. Se os números vierem bons, isso pode drenar ainda mais recursos da bolsa brasileira para mercados com exposição principalmente ao setor de inteligência artificial.
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