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Junho vermelho: Ibovespa cai de novo e NY suga dinheiro do Brasil e do caixa dos americanos
Publicado 30/06/2026 • 22:01 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 30/06/2026 • 22:01 | Atualizado há 3 meses
Foto: Pixabay
O Ibovespa encerrou junho em queda de 1,01% e acumulou o quarto mês consecutivo no vermelho, revertendo a trajetória de forte valorização registrada no início de 2026 e ao longo de todo o ano de 2025. No ano passado, inclusive, o principal índice da bolsa brasileira foi um dos investimentos mais rentáveis entre os ativos líquidos.
Nos últimos meses, porém, o cenário mudou. A combinação entre o agravamento das tensões geopolíticas e a migração de capital para mercados desenvolvidos fez o Ibovespa perder força. Apesar de o saldo de 2026 ainda permanecer positivo (+6,76%), o desempenho ficou muito distante daquele observado nas bolsas americanas, que seguem renovando recordes históricos.
O Nasdaq, por exemplo, avançou impressionantes 26% em apenas um trimestre, enquanto o IBOV caiu 8,24% no mesmo período. Pesquisa do Bank of America (BofA) mostra que parte relevante do caixa dos fundos com dinheiro dos americanos está sendo direcionada para o mercado acionário. Esse caixa contempla patrimônio dos fundos que está mantida em ativos de curtíssimo prazo e alta liquidez
Esse fluxo adicional de recursos ajudou a impulsionar os principais índices de Nova York, movimento sustentado principalmente pelo forte resultado das empresas de tecnologia no primeiro trimestre deste ano, em especial as ligadas à inteligência artificial e ao setor de semicondutores.
No Brasil, o contexto foi bastante diferente. Além de conviver com uma das maiores taxas de juros reais do mundo, que torna a renda fixa mais atraente, a bolsa perdeu parte do capital estrangeiro que havia ingressado no país nos primeiros meses do ano. Com o avanço das ações americanas, muitos investidores optaram por redirecionar recursos para os Estados Unidos, buscando participar da valorização das gigantes de tecnologia.
O mercado brasileiro vai perdendo capital para o setor que vive um ciclo excepcional de crescimento. E isso não se limita aos EUA. A Coreia do Sul absorve também parte desse dinheiro global, dada sua exposição ao setor de tecnologia e semicondutores. Essa competição desigual contribuiu para reduzir o fôlego do Ibovespa e explica boa parte da desidratação observada, sobretudo na segunda metade do primeiro semestre de 2026. Pelo menos no início do segundo semestre esse movimento deve se prolongar, até que o setor de tecnologia mostre alguma exaustão.
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