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O que esperar da bolsa brasileira no segundo semestre?
Publicado 02/07/2026 • 08:56 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 02/07/2026 • 08:56 | Atualizado há 1 hora
Reprodução/Canva
A bolsa brasileira se comportou nos últimos seis meses como um carro numa montanha-russa. Depois de uma alta agressiva, em que o índice Ibovespa chegou a quase beliscar os 200 mil pontos, as ações entraram em queda livre com a guerra no Irã e derrubaram o indicador em mais de 30 mil pontos.
Nos primeiros quatro meses do ano, o Ibovespa surpreendeu positivamente o mercado. O índice avançou 23%, desempenho excepcional que fazia o CDI (mesmo com as altas taxas de juros) comer poeira. Bancos como Bradesco e Itaú puxavam o indicador. E até ações do varejo (um setor volátil no Brasil) iam bem.
O problema foi o que ocorreu depois. Com a intensificação da guerra no Irã, o mercado adotou um tom mais conservador para os papéis negociados em bolsa. Isso fez o Ibovespa perder o fôlego e terminar a primeira metade do ano com ganhos de apenas 6,70%. Quem investiu na renda fixa no mesmo período ganhou 6,90%.
O Goldman Sachs avalia que a olsa brasileira pode voltar a subir nos próximos meses. A projeção é baseada na premissa de que as ações estão baratas, uma vez que negociam a cerca de oito vezes o lucro na relação preço/lucro. Não é um discurso novo. Isso já era dito quando o Ibovespa rondava os 120 mil pontos.
Com o olhar em um alvo de 200 mil pontos, a XP entende que o Ibovespa pode subir 16% nos próximos meses. A aposta é que investidores internacionais voltarão seus olhares (e dólares) para o Brasil, uma vez que o setor de IA deve perder força com o passar do tempo.
De fato, houve uma migração de capital para a bolsa americana, que atualmente opera em patamares históricos, seja na Nasdaq, Dow Jones ou S&P 500. O IPO da SpaceX, cuja demanda superou as expectativas mais otimistas e cujas primeiras negociações agigantaram o valor da empresa, prova que havia apetite.
Mas, se existe uma regra geral no mercado que precisa ser respeitada, é a de que tudo o que sobe rápido demais tende a descer na mesma velocidade. Foi o que aconteceu com a companhia de Elon Musk. O voo de foguete das ações agora é chamado de voo de galinha. Saiu do chão, mas por pouco tempo.
Não há consenso no mercado sobre qual ação vai subir mais ou menos nos próximos meses. Convenhamos que seria fácil demais investir se houvesse uma quase certeza de ganhos. Ainda que as previsões estejam escassas, há otimismo em torno de alguns papéis que já mostraram bons resultados no passado.
O Itaú, que apresenta os números mais robustos entre os grandes bancos, pode voltar a subir. A ação subiu 8,4% nos primeiros seis meses. É uma alta que supera o CDI. Há mais espaço para subir, uma vez que o papel, negociado a R$ 42,44 (preço de fechamento do dia 01/06), está descontado em relação ao valor acima de R$ 49 que chegou a atingir durante o semestre.
Embraer, a queridinha dos investidores no ano passado, é outra aposta. A ação, que chegou a subir mais de 40% no ano passado, agora opera em 2026 com queda de 8% no ano. O BTG Pactual mantém a recomendação de compra e projeta preço-alvo de R$ 107, o que representa mais de 30% de alta frente ao valor atual.
Vale e Petrobras também merecem destaque, mas por questões distintas. A Vale opera com alta próxima de 8% nos primeiros seis meses. A alta em metais como cobre e níquel beneficiou a companhia, que vem apostando na diversificação de suas operações para não depender apenas do minério de ferro.
A Petrobras, assim como outras petroleiras, teve um ano turbulento. O preço do petróleo disparou com a guerra no Irã, mas a reprecificação pode afetar os resultados no longo prazo. A ação disparou em 2026 e subiu mais de 23%. Tudo o que sobe rápido...
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