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Tarifaço: Lula assume ‘risco calculado’ ao criticar dólar antes de possível reunião com Trump
Publicado 23/10/2025 • 18:25 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 23/10/2025 • 18:25 | Atualizado há 1 ano
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Tom Molina/FotoArena/Estadão Conteúdo
A defesa de substituir o dólar em transações internacionais é uma tônica desde o início do governo. Mas agora vem às vésperas da reunião bilateral com o presidente americano, Donald Trump, esperada para o domingo (26), em Kuala Lampur, na Malásia — embora ainda sem confirmação oficial.
Entre diplomatas e integrantes do Palácio do Planalto, avalia-se que Lula tem consciência de que a declaração pode, sim, irritar Trump — e, possivelmente, até comprometer a bilateral para discutir o tarifaço. O líder da Casa Branca já ameaçou sobretaxar os países do BRICS se houver a substituição do dólar nas transações internacionais.
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Ainda assim, a bandeira da substituição do dólar foi mantida no discurso oficial por uma razão: Lula entende que não pode abrir mão de suas prerrogativas presidenciais, como definir o tom da política externa, apenas para agradar a Donald Trump. Ou seja, é um risco — mas um risco calculado pela equipe palaciana.
A lógica é mantida em relação à Venezuela. Como revelou o Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o governo brasileiro está decidido a criticar duramente uma eventual intervenção dos americanos no regime de Nicolás Maduro, sem temer represálias comerciais.
Também por isso, o presidente brasileiro mantém críticas à tentativa do governo americano de pressionar o Brasil a anistiar o ex-presidente Jair Bolsonaro — mesmo após Trump afirmar que houve “química” entre ele e Lula.
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