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Barril de petróleo petroleiras

CNBCPetroleiras criticadas por Trump por lucros elevados ampliam ganhos com refino desde agosto, mostram balanços

Energia

Petroleiras criticadas por Trump por lucros elevados ampliam ganhos com refino desde agosto, mostram balanços

Publicado 31/10/2026 • 08:17 | Atualizado há 53 minutos

KEY POINTS

  • Shell, BP, TotalEnergies e Exxon registram margens de refino bem maiores, e Chevron vê downstream a US$ 4,9 bilhões
  • Ataques a refinarias russas, guerra no Irã e fechamentos na Europa e na América do Norte apertam oferta de combustíveis
  • Wood Mackenzie diz que aperto físico de oferta vai até 2027, mesmo com acordo sobre Hormuz
Barril de petróleo petroleiras

Foto: Unsplash

Petróleo supera US$ 115 com novos ataques a instalações na Arábia Saudita

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, repreendeu as petroleiras em agosto ao dizer que ExxonMobil e Chevron ganhavam “dinheiro demais com base em uma escassez”, quando os lucros subiram após a guerra entre EUA e Israel contra o Irã.

Os resultados corporativos divulgados nesta semana mostram que as grandes empresas do setor seguem lucrando com a oferta apertada de combustíveis e com as margens elevadas de refino em meio ao conflito global.

Leia também: Petróleo avança 13,6% em outubro e Brent fecha no maior nível em seis meses com temor de nova escalada da guerra no Irã

Margens de refino sobem em Shell, BP, TotalEnergies e Exxon

Shell, BP, TotalEnergies e Exxon registraram margens bem maiores nos negócios de produtos refinados, indicador que mede quanto as empresas ganham ao processar petróleo em gasolina, diesel e querosene de aviação.

A Chevron não divulga um número de margem de refino separado e comparável. Ainda assim, a empresa informou na sexta-feira (30) que o lucro do segmento de downstream mais que quadruplicou em relação a um ano antes e somou US$ 4,9 bilhões, com margens maiores nas vendas de produtos refinados.

Petroleiras mantêm refinarias perto da capacidade

A oferta de combustíveis refinados segue apertada e a produção das refinarias sofre pressão no mundo, embora as petroleiras tenham dito nesta semana que operam as unidades perto da capacidade para atender à demanda.

Ataques a refinarias e fechamentos pressionam oferta

Entre os principais fatores estão os ataques de drones da Ucrânia a refinarias da Rússia e as interrupções na infraestrutura de energia e nas cadeias de suprimento do Oriente Médio, ligadas à guerra no Irã e aos ataques dos houthis à Arábia Saudita.

Esses fatores se somam ao fechamento de refinarias na Europa e na América do Norte, mesmo com a entrada de nova capacidade em outras regiões.

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Cerca de um quarto das refinarias da União Europeia foi fechado nas últimas duas décadas, disse nesta semana o comissário europeu de Energia e Habitação, Dan Jørgensen, que alertou para uma “crise” de segurança energética.

Lucros das petroleiras se aproximam dos níveis de 2022

Além das margens de refino, os preços mais altos do petróleo também sustentaram os resultados de petroleiras integradas, que atuam na exploração e produção de óleo e gás e no refino. Os lucros voltaram a se aproximar dos níveis do choque de energia de 2022, após a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia.

Por outro lado, a alta dos ganhos contrasta com a situação dos consumidores, que enfrentam preços de energia maiores. Segundo Brandon Oglenski, do Barclays, as margens de refino levam os preços dos combustíveis a níveis recordes.

Medidas políticas têm efeito limitado, dizem analistas

Para alguns analistas, os esforços políticos para conter os preços, como a liberação de estoques de emergência de diesel e um acordo dos EUA com a Rússia para fornecer mais diesel ao mercado global, podem ter impacto limitado. O efeito só deve ser relevante se a oferta aumentar de forma material, se a demanda enfraquecer ou se as tensões globais diminuírem.

Raphael Portela, diretor de estratégia corporativa e análises da consultoria de energia Wood Mackenzie, disse à CNBC que os barris de petróleo bruto ainda “saem do Golfo” durante a guerra, mas “com um prêmio de frete elevado”. O diesel e o querosene de aviação em que esses barris se transformariam, segundo ele, “em grande parte não saem”.

Além disso, as paralisações em refinarias da Rússia e a proibição de exportações “tiraram uma segunda fatia” do volume global disponível, acrescentou.

Aperto físico de oferta vai até 2027, diz Wood Mackenzie

Na avaliação de Portela, o aperto só termina com a volta da oferta de produtos, a partir de maior disponibilidade de petróleo bruto para o refino global, com o reinício das refinarias do Golfo e o retorno das exportações russas.

Um acordo sobre Hormuz atingiria as margens rapidamente, pelo efeito sobre o humor do mercado, mas, com estoques tão baixos, “a restrição física se estende por 2027 adentro”.

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