Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Bitcoin enfrenta pior semana em meses à medida que narrativa perde força e investidores migram para outros ativos
Publicado 04/06/2026 • 22:30 | Atualizado há 4 horas
Lululemon reduz previsão anual e divulga projeção fraca para o segundo trimestre
Fabricantes de chips Broadcom, Micron e ARM despencam e levam ações de tecnologia em NY após balanço fraco
Universal Music despenca após gestora de Bill Ackman vender participação após aquisição falhar
Blackstone limita resgates de fundo após aumento de pedidos de retirada
Lançado como rival do X, Bluesky busca inspiração no Reddit para crescer
Publicado 04/06/2026 • 22:30 | Atualizado há 4 horas
KEY POINTS
Foto: Magnific
Bitcoin segue forte mesmo com volatilidade? Especialista explica cenário do mercado cripto
O bitcoin vem sofrendo fortes perdas neste início de junho, em meio ao enfracquecimento das narrativas que sustentavam o mercado de criptomoedas e à migração de recursos para outros ativos.
A combinação desses fatores deixou a principal criptomoeda do mercado mais vulnerável a novas quedas, enquanto investidores reduzem a exposição ao risco e direcionam capital para segmentos com maior impulso ou catalisadores mais claros de curto prazo, como a disparada das ações de fabricantes de chips e a expectativa em torno do IPO da SpaceX. Segundo a Coin Metrics, o bitcoin acumula queda de 13% nesta semana e caminha para seu pior desempenho semanal desde fevereiro.
Esse movimento é comum nos ciclos do mercado cripto. Quando a principal narrativa perde força, a liquidez costuma migrar rapidamente para outros setores. Sem um novo fator capaz de sustentar a demanda, o bitcoin fica mais exposto a oscilações bruscas impulsionadas por fluxos de capital. Agora, investidores tentam identificar qual poderá ser o próximo motor de crescimento do ciclo.
Na quarta-feira, os ETFs de bitcoin registraram o 13º dia consecutivo de saídas líquidas de recursos, a maior sequência já observada, segundo dados da SoSoValue. O patrimônio total desses fundos caiu de US$ 107,8 bilhões em 14 de maio para US$ 82,8 bilhões.
Para Alex Saunders, analista do Citi, os fluxos dos ETFs são hoje o principal fator por trás da valorização do bitcoin, explicando cerca de 45% da variação dos retornos semanais da criptomoeda e funcionando como um importante termômetro do apetite dos investidores.
Saunders acrescenta que um dos principais catalisadores para uma retomada do interesse pelo setor — a possível aprovação do projeto de lei conhecido como Clarity Act, que busca estabelecer regras para o mercado cripto nos Estados Unidos — parece cada vez mais distante, à medida que outras pautas ganham prioridade no Congresso e persistem divergências sobre pontos centrais da proposta.
“Esperamos que o sentimento permaneça morno, especialmente porque a diferença de desempenho em relação ao mercado de ações continua muito grande, na ausência de notícias positivas na frente regulatória ou de preocupações com a deterioração fiscal”, afirmou o analista.
O principal evento da semana ocorreu na segunda-feira, quando a Strategy, empresa comandada por Michael Saylor, revelou a venda de 32 bitcoins por cerca de US$ 2,5 milhões.
Foi a primeira venda de bitcoins da companhia desde 2022 e apenas a segunda de sua história. Os recursos foram utilizados para ajudar no pagamento de dividendos de ações preferenciais.
Embora a operação representasse menos de 0,004% das reservas da empresa e já tivesse sido sinalizada ao mercado, ela abalou a confiança dos investidores. O motivo foi a mudança de postura de Saylor, conhecido por defender a estratégia de nunca vender bitcoins.
A reação desencadeou uma onda de liquidações de posições compradas. Quando investidores alavancados apostando na alta são forçados a encerrar suas posições, as corretoras vendem automaticamente os ativos para cobrir perdas. Segundo a CoinGlass, o mercado registrou US$ 594 milhões em liquidações de posições compradas em apenas 24 horas.
Nos últimos meses, o bitcoin deixou de responder às narrativas que tradicionalmente impulsionavam seu preço.
A criptomoeda não tem se comportado como um “ouro digital” em momentos de tensão geopolítica, tampouco como proteção contra a inflação. Ao mesmo tempo, também não acompanha o desempenho das ações de tecnologia de alto crescimento.
Enquanto o bitcoin recua, as bolsas americanas renovam máximas históricas e os investidores direcionam recursos para empresas ligadas à inteligência artificial e semicondutores. Em 2026, fabricantes de chips como Advanced Micro Devices, Intel e Micron Technology mais do que dobraram de valor.
Além disso, companhias privadas como SpaceX e Anthropic vêm atraindo cada vez mais atenção de investidores focados em crescimento.
Embora não seja possível medir exatamente quanto capital deixou o mercado cripto para migrar para esses setores, analistas concordam que o bitcoin está perdendo a disputa por novos recursos especulativos.
Siga o Times Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Seguir no Google“Com o mercado acionário renovando máximas há semanas, liderado pelas empresas de tecnologia, seria natural imaginar que esse seria um ambiente favorável para as criptomoedas. Será que inteligência artificial e semicondutores estão simplesmente absorvendo todo o excesso de liquidez?”, questionou Rob Ginsberg, analista da Wolfe Research.
Na próxima segunda-feira, investidores terão acesso à atualização semanal da Strategy, que mostrará se a empresa comprou, vendeu ou manteve inalterada sua posição em bitcoin ao longo desta semana.
Caso a companhia volte às compras de forma agressiva, o movimento pode ajudar a restaurar parte da confiança do mercado. Por outro lado, se permanecer inativa ou continuar vendendo, investidores podem começar a questionar um dos principais pilares de demanda estrutural da criptomoeda.
Geoff Kendrick, do Standard Chartered, acredita que a empresa pode voltar a comprar um volume significativamente superior ao que vendeu.
“Quando a Strategy vendeu bitcoin pela última vez, recomprou mais do que havia vendido apenas dois dias depois. Desta vez, suspeito que as compras serão ainda mais agressivas”, afirmou.
Mais adiante, a Wolfe Research destaca que, embora as narrativas tradicionais do bitcoin estejam enfraquecidas, o padrão histórico de quatro anos da criptomoeda — três anos de alta seguidos por um ano de baixa — continua válido.
Segundo Ginsberg, considerando os ciclos anteriores, o bitcoin poderia encontrar um piso abaixo de US$ 40 mil no fim de outubro. “Não vemos motivo para abandonar esse modelo neste momento, especialmente porque as projeções continuam dentro do esperado”, concluiu.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Mega-Sena: por que não tem sorteio na noite desta quinta-feira (04)?
2
Novo tarifaço deve aumentar busca de investidores por Green Card e acelerar internacionalização de empresas brasileiras
3
Greg Abel adota estilo de Buffett em ofensiva de quase R$ 85 bilhões e amplia aposta em tecnologia
4
Jairinho é condenado a 43 anos de prisão pelo assassinato de Henry Borel; Monique Medeiros recebe perdão judicial
5
Nvidia RTX Spark chegou com tudo, menos com preço acessível e um comprador em mente