No quadro Cripto Brasil, Rocelo Lopes, CEO da SmartPay, relembrou sua entrada no universo das criptomoedas, iniciada por acaso em 2013.
Com anos de experiência, Rocelo criou uma carteira de autocustódia voltada para uso prático no sistema financeiro tradicional.
Para o executivo, o mercado ainda tem muito espaço para inovação, especialmente com stablecoins.
O empresário Rocelo Lopes, CEO da SmartPay, contou no programa Cripto Brasil, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, como iniciou sua trajetória no universo das criptomoedas em 2013 — quase por acaso. “Um cliente pagou uma fatura com Bitcoin e, no começo, eu disse que não aceitava essa moedinha de quermesse, porque não tinha valor nenhum”, lembrou. “Mas quando eu fui entender o que era realmente o Bitcoin, aí eu entrei de cabeça, larguei a telecomunicação e fui montar uma planta de mineração no Paraguai”.
Com mais de uma década de experiência, Rocelo passou a investir em soluções de autocustódia voltadas para o uso prático no sistema financeiro tradicional. “Em 2020, eu tive a oportunidade de criar uma carteira onde o usuário pode usar Bitcoin ou USDT direto para pagar no sistema tradicional. Dessa forma, qualquer um pode ser o próprio custodiante, ser o próprio banco, usando cripto no dia a dia”, explicou.
O executivo acredita que o mercado ainda tem amplo espaço para inovação, especialmente no campo das stablecoins. “Sem dúvida nenhuma existe espaço, porque agora o momento é falar de stablecoin”, afirmou. Para ele, o setor precisa de uma blockchain eficiente, soluções escaláveis e, sobretudo, de um ambiente regulatório que incentive startups. “Para que não fique tudo na mão dos grandes bancos”, destacou.
Rocelo também vê como positiva a aproximação entre o mundo cripto e o sistema financeiro tradicional. “Eu sempre soube que essa junção iria acontecer”, disse. “Vai ser sensacional para o mercado, porque vai trazer novas possibilidades, produtos e profissionais. Cripto e sistema tradicional vão coexistir e se complementar cada vez mais”.
O CEO aposta que as stablecoins serão o principal motor da criptoeconomia nos próximos anos. “Stablecoins têm muito potencial, principalmente na América Latina, onde muita gente precisa de proteção contra inflação e governos instáveis”, analisou. “Daqui a 15 anos, vamos ver e-commerces e maquininhas oferecendo a opção de pagar com USDT, como hoje se paga com Pix ou cartão”.
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