As autoridades disseram que a rede estava conectada a pelo menos 400 vítimas suspeitas em todo o mundo, incluindo dezenas nos EUA.
Segundo dados do FBI, fraudes com criptomoedas foram responsáveis por mais de US$ 5,8 bilhões em perdas relatadas no ano passado.
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Criptomoedas
O Departamento de Justiça anunciou a apreensão de US$ 225,3 milhões em criptoativos. Essa é a maior apreensão de criptoativos já feita, ligada a esquemas de confiança conhecidos como “fatiamento de porco”. O DOJ agradeceu à Tether por ajudar na investigação e incentivou mais vítimas a denunciarem.
Na quarta-feira (18), o Departamento de Justiça anunciou a maior apreensão de criptomoedas dos Estados Unidos, relacionada a golpes chamados de “fatiamento de porco”, que já causaram perdas de bilhões de dólares para vítimas em todo o mundo.
Promotores federais entraram com uma ação de confisco civil visando mais de US$ 225 milhões (R$ 1,12 bilhão) em criptomoedas rastreadas até uma vasta rede de plataformas de investimento fraudulentas. As vítimas foram enganadas a acreditar que estavam investindo em empreendimentos cripto legítimos, mas acabaram sendo passadas para trás por redes criminosas, muitas vezes operando do exterior.
Maior apreensão da história do serviço secreto dos EUA
“Esta apreensão de US$ 225,3 milhões em fundos ligados a golpes de investimento em criptomoedas marca a maior apreensão de criptomoedas na história do Serviço Secreto dos EUA,” disse Shawn Bradstreet, agente especial responsável pelo Escritório de Campo de São Francisco do Serviço Secreto, em um comunicado.
As autoridades disseram que a rede estava conectada a pelo menos 400 vítimas suspeitas em todo o mundo, incluindo dezenas nos EUA. Segundo dados do FBI, fraudes com criptomoedas foram responsáveis por mais de US$ 5,8 bilhões em perdas relatadas no ano passado. Os fundos apreendidos agora estão sujeitos a processos de confisco, com o objetivo de eventualmente devolver o dinheiro às vítimas.
Investigação e colaboração da Tether
O Serviço Secreto dos EUA e o FBI usaram análise de blockchain e outras ferramentas para rastrear as criptomoedas até os ativos roubados. O DOJ deu crédito à Tether, a maior emissora de stablecoin do mundo, por ter auxiliado na operação.
De acordo com a denúncia, os fundos estavam ligados ao roubo e lavagem de dinheiro de vítimas de esquemas de fraude em investimentos em criptomoedas, comumente conhecidos como golpes de confiança, que muitas vezes envolvem romance. A rede se baseava em centenas de milhares de transações para obscurecer a origem dos fundos, utilizando manobras sofisticadas de blockchain para ocultar o fluxo de ativos roubados.
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