A empresa é liderada por Anthony Pompliano, investidor e apresentador de podcast, e pretende manter até US$ 1 bilhão em bitcoin no balanço.
A estratégia segue os passos de Michael Saylor, da MicroStrategy, que transformou empresas públicas em veículos de exposição ao bitcoin.
Nós nos importamos. Queremos construir um negócio sustentável, que gere fluxo de caixa e tenha apelo institucional.
Do total arrecadado, US$ 235 milhões foram levantados em dívida conversível, e o restante, em ações
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A disputa para lançar “títulos do tesouro bitcoin”, empresas listadas em bolsa com grandes reservas em criptomoeda, está se intensificando rapidamente. A mais nova a entrar nesse mercado é a ProCap Financial, que anunciou nesta segunda-feira (22) a captação de mais de US$ 750 milhões e um processo de abertura de capital via SPAC, por meio da Columbus Circle Capital Corp. I.
A empresa é liderada por Anthony Pompliano, investidor e apresentador de podcast, e pretende manter até US$ 1 bilhão em bitcoin no balanço. A receita virá de uma plataforma de serviços financeiros completa (full-stack), totalmente estruturada em bitcoin. Do total arrecadado, US$ 235 milhões foram levantados em dívida conversível e o restante, em ações.
Pompliano reconhece o risco de uma bolha no setor, mas cita uma frase de George Soros para justificar o movimento: “Quando vejo uma bolha se formando, corro para comprar. Há uma razão para ela existir: a tendência funciona.”
Corrida para o mercado
A ProCap se junta a outras empresas que utilizam fusões reversas e veículos de cheque em branco para acessar o mercado público e oferecer exposição ao bitcoin. Entre os nomes nessa corrida estão:
O projeto de US$ 2,5 bilhões para títulos bitcoin da Trump Media;
O fundo Nakamoto e o Twenty-One, de Jack Mallers;
A fusão reversa liderada por Justin Sun, fundador da Tron, com uma fabricante de brinquedos listada na Nasdaq;
E empresas apoiadas por gigantes como Tether e SoftBank.
A estratégia segue os passos de Michael Saylor, da MicroStrategy, que transformou empresas públicas em veículos de exposição ao bitcoin. No entanto, a ProCap diz que vai além: quer não só manter o ativo, mas construir uma infraestrutura de serviços financeiros baseada nele.
“Wall Street em bitcoin”
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“Queremos criar a principal empresa de serviços financeiros nativos em bitcoin, como uma versão da Goldman Sachs, mas com balanço em cripto, não em dólares”, afirmou Pompliano à CNBC. A plataforma da ProCap deve oferecer serviços como:
Empréstimos;
Negociação;
Mercados de capitais — todos denominados em bitcoin.
Segundo ele, os investidores da rodada atual já têm exposição direta ao bitcoin desde o primeiro dia, dando à empresa vantagem competitiva frente a outras iniciativas que ainda não fecharam fusões ou sequer protocolaram documentos regulatórios.
Pompliano reforça que o objetivo é atrair investidores institucionais com um modelo familiar: “Muitas empresas não se preocupam com o custo de capital. Nós nos importamos. Queremos construir um negócio sustentável, que gere fluxo de caixa e tenha apelo institucional.
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