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Bitcoin pode reagir no segundo semestre, mas cenário segue incerto
Publicado 03/07/2026 • 12:40 | Atualizado há 1 uma semana
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Publicado 03/07/2026 • 12:40 | Atualizado há 1 uma semana
KEY POINTS
O mercado de criptomoedas passa por um momento de incerteza, mas ainda apresenta sinais de que o atual ciclo de queda pode estar próximo do fim, afirmou Mayra Siqueira, especialista em criptomoedas e gerente de marca da BingX, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, nesta sexta-feira (3). Segundo ela, apesar da perda de força do Bitcoin nos últimos meses, o comportamento recente não indica um mercado derrotado.
“Essa virada de julho está mostrando que o mercado ainda está indeciso, não é um mercado derrotado”, afirmou. “Já vi muitas vezes as pessoas dizendo que o Bitcoin morreu, mas é justamente nesses ciclos que ele costuma mostrar recuperação.”
A especialista destacou que a criptomoeda era negociada em torno de US$ 61.500 (R$ 319.800) no momento da entrevista, após oscilar entre US$ 58 mil (R$ 301,6 mil) e US$ 62 mil (R$ 322,4 mil) nas últimas semanas. Segundo ela, o fechamento do trimestre foi negativo, mas o início de julho trouxe uma leve recuperação.
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Para Mayra, um dos principais fatores por trás da volatilidade recente é a aproximação cada vez maior entre o mercado de criptomoedas e o mercado financeiro tradicional.
Ela explicou que as saídas de recursos dos ETFs de Bitcoin nos Estados Unidos exerceram forte pressão sobre os preços e reforçaram a influência da política monetária americana sobre os ativos digitais.
“O Bitcoin está ficando cada vez mais suscetível ao mercado tradicional”, afirmou. “Hoje a gente vê muito mais influência dos juros, do payroll e de outros indicadores econômicos do que via alguns anos atrás.”
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Segundo a especialista, o ambiente de juros elevados continua reduzindo o apetite por ativos considerados mais arriscados, embora movimentos recentes também indiquem uma migração parcial de recursos para o mercado de criptomoedas diante do enfraquecimento de outros segmentos, como o de inteligência artificial.
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Siga o Times | CNBCNa avaliação de Mayra, os próximos movimentos do Bitcoin continuarão sendo influenciados pelo fluxo dos ETFs, pelos indicadores da economia americana e pelas decisões relacionadas à política monetária dos Estados Unidos.
Ela afirmou que ainda não é possível prever uma direção definitiva para os preços, mas observa um ponto importante de resistência na faixa de US$ 62 mil (R$ 322,4 mil). “Se o Bitcoin conseguir passar dos US$ 62 mil nesta semana, a gente pode ver um pequeno movimento de reação. Mas tudo ainda é muito especulativo.”
A especialista acrescentou que os investidores devem acompanhar atentamente novos dados econômicos americanos ao longo do mês, além do comportamento dos fundos negociados em bolsa ligados ao Bitcoin.
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Apesar da cautela, Mayra disse acreditar que o mercado pode estar entrando na fase final do atual ciclo de baixa.
Ela lembrou que, ao longo da história, o Bitcoin já enfrentou quedas superiores a 50% e até 80%, mas conseguiu recuperar valor posteriormente, sem registrar um colapso definitivo. “Eu sou otimista. Acho que o Bitcoin está entrando num fim de ciclo e que em breve pode fazer um movimento de recuperação novamente”, afirmou.
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Segundo ela, ainda não é possível estimar a intensidade dessa recuperação, mas os sinais atuais indicam que a fase mais aguda da correção pode estar próxima do fim. “Vejo que já chegou a uma barra baixa desse valor do Bitcoin e que esse ciclo está dando sinais de que pode estar se encerrando.”
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