CNBC

CNBCCVS recua, volta a cobrir Zepbound e amplia disputa entre Eli Lilly e Novo Nordisk

Criptomoedas

Cripto Brasil: avanço de regulação pró-cripto nos EUA pode ampliar pressão competitiva sobre Brasil

Publicado 28/05/2026 • 14:00 | Atualizado há 36 minutos

KEY POINTS

  • A expectativa pela aprovação da chamada Lei Clarity nos Estados Unidos reforça o movimento do país para consolidar regras mais claras para o mercado de criptomoedas e ampliar a segurança regulatória do setor.
  • Para o CEO da Digitra e comentarista do programa Cripto Brasil, do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Rodrigo Batista, o avanço da proposta pode fortalecer ainda mais a liderança norte-americana no mercado global de ativos digitais.
  • O especialista avalia, porém, que o Brasil segue em direção oposta, com medidas mais restritivas e maior insegurança regulatória para empresas e empreendedores ligados ao setor cripto.

Os Estados Unidos caminham para um ambiente regulatório cada vez mais favorável às criptomoedas, enquanto o Brasil começa a adotar medidas mais restritivas para o setor, afirmou o CEO da Digitra e comentarista do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Rodrigo Batista, ao analisar o avanço da chamada Lei Clarity no Congresso norte-americano.

Segundo ele, a proposta busca estabelecer regras mais claras sobre a divisão de competências regulatórias envolvendo ativos digitais nos Estados Unidos. “Ela pretende trazer clareza para o mercado sobre quem regula o quê”, explicou, em sua participação no programa Cripto Brasil.

A proposta ganhou força após declarações do presidente da CFTC, Michael Selig, que afirmou à CNBC que os Estados Unidos podem se consolidar como a “capital mundial das criptomoedas” caso a legislação avance.

Leia também: Cripto Brasil: stablecoins avançam em pagamentos internacionais e reforçam demanda por dólar

EUA aceleram

Rodrigo destacou que o governo norte-americano vem mudando significativamente sua postura regulatória em relação ao setor cripto desde a saída de Joe Biden da Casa Branca.

Segundo ele, durante a gestão anterior, predominava um modelo de “regulação por imposição”, sem regras claras definidas em lei. “A regulação não estava escrita”, observou.

Na avaliação do especialista, o ambiente regulatório atual passou a ser mais favorável à inovação e à expansão do mercado de ativos digitais nos Estados Unidos. “Os que estão ali debaixo dele têm sido muito favoráveis à regulação e o que eles estão escrevendo é muito favorável ao mundo cripto”, ressaltou, ao comentar a atual postura da administração de Donald Trump.

Leia também: Cripto Brasil: IA capaz de identificar falhas pode ampliar riscos de ataques cibernéticos

Rodrigo afirmou ainda que o país vem deixando clara a intenção de assumir protagonismo global no setor de criptomoedas.

Brasil no caminho oposto

Na avaliação do executivo, o Brasil começou a seguir direção contrária à observada nos Estados Unidos.

Segundo ele, após regulamentar inicialmente o uso de criptomoedas como investimento, o país passou recentemente a adotar medidas consideradas mais restritivas para determinados segmentos do setor. “O Brasil entrou numa de proibição”, afirmou.

Rodrigo citou como exemplos recentes restrições envolvendo stablecoins em determinados tipos de transação e também limitações relacionadas aos chamados mercados preditivos.

Leia também: Cripto Brasil: Stablecoins avançam com pagamentos internacionais e ganham espaço, avalia CEO da Lumx

Na visão dele, o cenário atual lembra o ambiente regulatório observado nos Estados Unidos entre três e cinco anos atrás, período marcado por maior pressão sobre empresas do setor. “A regulação no Brasil está ficando mais restritiva à inovação”, pontuou.

Insegurança para empresas

O especialista afirmou que a falta de previsibilidade regulatória no Brasil começa a afetar diretamente empreendedores e investidores ligados ao ecossistema cripto.

Segundo ele, mudanças repentinas de entendimento por parte das autoridades podem inviabilizar projetos já em operação. “Quem já vinha criando novas empresas, novos serviços, novas estruturas acaba perdendo muito do investimento”, destacou.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Seguir no Google

Leia também: Cripto Brasil: Proibição de mercados de previsão pode estimular plataformas descentralizadas

Rodrigo relatou o caso de um empreendedor que teria investido cerca de R$ 1,5 milhão em uma plataforma ligada ao segmento de mercados preditivos antes da proibição da atividade no país. “Ele investiu na empresa, mas acabou tendo que encerrar porque o Banco Central proibiu esse tipo de atividade”, afirmou.

Falta de clareza

Na avaliação do comentarista, a ausência de regras claras amplia dúvidas tanto para empresas quanto para usuários do setor cripto no Brasil.

Segundo ele, anúncios regulatórios pouco detalhados acabam gerando interpretações divergentes no mercado e insegurança operacional para investidores.

O especialista afirmou que a clareza regulatória será determinante para definir quais países conseguirão atrair empresas, investimentos e inovação ligados ao universo de ativos digitais nos próximos anos.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:

🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Este conteúdo é um oferecimento de Crypto.com

Quer ganhar até US$30 na Cripto.com?

Resgatar meu cupom Resgatar meu cupom

Clique aqui e cadastre-se agora usando o cupom “timesbrasil” para ganhar um bônus de até US$30 na sua conta.

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Criptomoedas