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EXCLUSIVO: stablecoins representam a evolução inevitável do dinheiro
Publicado 15/09/2025 • 18:20 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 15/09/2025 • 18:20 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
As stablecoins vêm ganhando relevância global e transformando o sistema financeiro, afirmou o especialista em criptomoedas Tasso Lago, fundador da Financial Move, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
“Quando falamos de stablecoins, estamos tratando de uma revolução do dinheiro, de uma forma mais rápida e barata de enviar valores de um local para outro. Esse mercado já soma cerca de US$ 300 bilhões e a tendência até 2030 é chegar a US$ 1 a 4 trilhões, ou seja, crescer mais de quatro vezes em cinco anos”, disse Lago.
O analista também destacou o papel estratégico dos Estados Unidos nesse cenário:
“O dólar já era a moeda dominante global antes das criptos, e o movimento do Trump foi muito assertivo em puxar essa frente e liderar a revolução tecnológica. Com o Genius Act, ficou estabelecido que as stablecoins precisariam manter lastro de um para um com o dólar, garantindo que a moeda americana não perdesse sua potência e dominância com o surgimento dessa nova forma de dinheiro.”
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Em relação ao uso das criptomoedas como reservas de países, Tasso Lago afirmou que há diferenças entre stablecoins e Bitcoin:
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Siga o Times | CNBC“Na prática, stablecoins são associadas a reservas em dólar, sem ganho adicional de proteção. Já o Bitcoin, considerado o ouro digital, tem sido usado por empresas e alguns países como reserva de valor.”
Para o especialista, a grande disrupção está no impacto sobre os pagamentos internacionais:
“As stablecoins permitem transferências em segundos, com taxas muito menores que câmbio, spread ou IOF. O dinheiro precisa se modernizar, e isso significa menos tempo parado e mais eficiência. Com stablecoins, a economia se torna mais ágil e mais barata, empoderando empresas e consumidores.”
Apesar dos avanços, Tasso acredita que os riscos estão sob controle:
“Não vejo as stablecoins como ônus ao sistema financeiro tradicional, mas como evolução inevitável. O caso da Terra Luna, que colapsou, trouxe lições importantes. Hoje a exigência de lastro real reduz o risco de novos crashes e cria confiança para que governos e empresas usem essas moedas de forma integrada ao sistema econômico global.”
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