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DECISÃO 2026: ranking das pesquisas eleitorais mostra diferenças entre as estimativas dos institutos e o resultado das urnas
Publicado 19/10/2026 • 10:10 | Atualizado há 5 dias
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Publicado 19/10/2026 • 10:10 | Atualizado há 5 dias
KEY POINTS
Marcelo Camargo/Agência Brasil
O comparecimento às urnas no segundo turno das eleições, neste domingo (25), pode ser utilizado como prova de vida pelo INSS; quem não votar pode comprovar por outros meios.
Veritá foi o instituto que mais se aproximou do resultado do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, com diferença acumulada de 0,2 ponto percentual. Quaest e Gerp vieram na sequência, enquanto Nexus, Real Time Big Data e Instituto França apresentaram as maiores divergências em relação aos votos registrados nas urnas em 4 de outubro.
A classificação considera a soma das diferenças entre as intenções de voto e os percentuais obtidos por cinco grupos de candidatos na votação de 4 de outubro.
O Veritá registrou 0,2 ponto de diferença acumulada, seguida pela Quaest (4,0) e pela Gerp (6,0). Na outra extremidade, a Nexus apresentou 18,2 pontos, a Real Time Big Data, 16,4, e o Instituto França, 15,6.
Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, equivalentes a 56.104.503 votos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu 45,16%, totalizando 53.879.538 votos. Como nenhum dos candidatos alcançou a maioria absoluta, ambos avançaram para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Leia também: DECISÃO 2026: Debate entre Lula e Flávio decepciona eleitores em pesquisa qualitativa; indecisos seguem sem definição
A tabela apresenta os levantamentos em ordem crescente de diferença acumulada.
| Posição | Instituto e data | Diferença acumulada |
|---|---|---|
| 1º | Veritá | 0,2 ponto |
| 2º | Quaest — 3 de outubro | 4,0 pontos |
| 3º | Gerp — 3 de outubro | 6,0 pontos |
| 4º | PoderData | 8,4 pontos |
| 4º | AtlasIntel — 3 de outubro | 8,4 pontos |
| 6º | AtlasIntel — 29 de setembro | 9,6 pontos |
| 6º | Palver | 9,6 pontos |
| 8º | Futura | 9,8 pontos |
| 9º | Datafolha — 3 de outubro | 10,4 pontos |
| 9º | DataTrends | 10,4 pontos |
| 11º | MDA | 10,6 pontos |
| 12º | Gerp — 29 de setembro | 12,4 pontos |
| 13º | Datafolha — 1º de outubro | 14,4 pontos |
| 14º | Quaest — 28 de setembro | 15,0 pontos |
| 15º | Instituto França | 15,6 pontos |
| 16º | Real Time Big Data | 16,4 pontos |
| 17º | Nexus | 18,2 pontos |
A Veritá estimou 47,0% dos votos válidos para Flávio Bolsonaro e 45,2% para Lula, percentuais iguais aos resultados eleitorais quando arredondados a uma casa decimal.
Na pesquisa da Quaest de 3 de outubro, Lula aparecia com 46,0% e Flávio Bolsonaro com 45,0%. Já a Gerp, na mesma data, indicava 45,7% para o candidato do PL e 43,6% para o presidente.
Entre os levantamentos seguintes, PoderData e AtlasIntel, na rodada de 3 de outubro, apresentaram a mesma diferença acumulada, embora com estimativas distintas. O PoderData apontou 43,0% para Flávio e 45,0% para Lula, enquanto a AtlasIntel registrou 44,1% e 47,0%, respectivamente.
Na parte intermediária da classificação estão pesquisas com diferenças acumuladas entre 9,6 e 12,4 pontos. Esse grupo inclui AtlasIntel de 29 de setembro, Palver, Futura, Datafolha de 3 de outubro, DataTrends, MDA e Gerp de 29 de setembro.
A comparação de diferentes rodadas de um mesmo instituto permite observar alterações nas estimativas durante a campanha. Na Quaest, por exemplo, a diferença acumulada passou de 15,0 pontos em 28 de setembro para 4,0 pontos em 3 de outubro.
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Siga o Times | CNBCO Datafolha também registrou variação entre os levantamentos incluídos na análise, passando de 14,4 pontos em 1º de outubro para 10,4 pontos em 3 de outubro.
Na pesquisa da Nexus, Flávio Bolsonaro aparecia com 38,9% dos votos válidos e Lula com 44,2%. Para os demais grupos, as estimativas eram de 5,3% para Augusto Cury, 4,2% para Renan Santos e 7,4% para os outros candidatos.
A Real Time Big Data apontava 41,0% para Flávio Bolsonaro e 46,0% para Lula. No Instituto França, os percentuais eram de 40,5% e 43,9%, respectivamente.
Também na parte inferior da classificação aparecem a Quaest de 28 de setembro e o Datafolha de 1º de outubro. Ambos estimavam 40,0% dos votos válidos para Flávio Bolsonaro e 46,0% e 45,0% para Lula, respectivamente.
A metodologia utiliza a diferença absoluta entre os percentuais estimados por cada pesquisa e o resultado do primeiro turno. Para isso, são considerados cinco grupos de candidatos, com os seguintes percentuais de referência, arredondados a uma casa decimal:
| Candidato ou grupo | Votos válidos |
|---|---|
| Flávio Bolsonaro | 47,0% |
| Lula | 45,2% |
| Augusto Cury | 2,9% |
| Renan Santos | 2,2% |
| Demais candidatos | 2,7% |
O cálculo é feito separadamente para cada grupo. Uma estimativa acima ou abaixo do resultado eleitoral gera uma diferença positiva, correspondente à distância em pontos percentuais. A soma das cinco diferenças determina a pontuação final.
Por exemplo, se uma pesquisa apresentar desvios de 2 pontos para Flávio Bolsonaro, 1 ponto para Lula, 0,5 ponto para Augusto Cury, 0,5 ponto para Renan Santos e 1 ponto para os demais concorrentes, a diferença acumulada será de 5 pontos.
Além da pontuação total, os levantamentos permitem identificar a direção das diferenças para os dois candidatos que avançaram ao segundo turno. No caso de Flávio Bolsonaro, 15 das 17 pesquisas apresentaram percentuais inferiores aos 47,0% utilizados como referência. Veritá e Palver registraram exatamente esse valor arredondado.
A maior distância individual ocorreu na Nexus, com estimativa 8,1 pontos abaixo do resultado. Datafolha de 1º de outubro e Quaest de 28 de setembro apresentaram diferenças de 7 pontos cada.
Para Lula, as estimativas variaram nos dois sentidos. Parte dos levantamentos indicava percentuais superiores aos registrados na votação, enquanto outros apresentavam números inferiores.
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