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Lula ganhou três em cada quatro votos que ficaram abertos para disputa no segundo turno
Publicado 26/10/2026 • 00:04 | Atualizado há 24 minutos
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Publicado 26/10/2026 • 00:04 | Atualizado há 24 minutos
KEY POINTS
Foto: Ricardo Stuckert / Flickr Lula
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concentrou quase três quartos do saldo adicional de votos entre o primeiro e o segundo turno da eleição presidencial, segundo o levantamento analisado. Enquanto o petista acrescentou 10,37 milhões de votos à sua votação, Flávio Bolsonaro (PL) ganhou 3,72 milhões. Essa diferença de crescimento explica como Lula reverteu uma desvantagem de 2,22 milhões de votos e terminou com uma dianteira de 4,43 milhões.
Na comparação entre os turnos, aproximadamente 14,09 milhões de votos passaram a compor a disputa entre os dois finalistas. Desse total, 9,32 milhões haviam sido destinados a outros candidatos no primeiro turno. Os demais 4,77 milhões vieram do aumento do número de votos válidos, resultado de maior comparecimento e da redução de brancos e nulos.
O crescimento da votação de Lula equivale a 73,6% desse saldo, contra 26,4% de Flávio. Em termos proporcionais, o petista ficou com aproximadamente três em cada quatro votos adicionais contabilizados na disputa.
Lula cresceu quase 2,8 vezes mais que Flávio
Lula terminou o primeiro turno com 53,88 milhões de votos, atrás dos 56,10 milhões de Flávio. No segundo, chegou a 64,25 milhões, enquanto o candidato do PL alcançou 59,82 milhões, no recorte do levantamento, com 99,99% das seções totalizadas.
Os dois candidatos cresceram, mas o avanço de Lula foi quase 2,8 vezes o de Flávio. A diferença entre os ganhos dos finalistas foi de aproximadamente 6,65 milhões de votos — suficiente para eliminar a vantagem inicial do candidato do PL e abrir a dianteira do petista.
O universo de votos válidos também aumentou. O comparecimento passou de 78,9% para 80,8%, com aproximadamente 2,95 milhões de votantes a mais. Ao mesmo tempo, a queda de brancos e nulos acrescentou cerca de 1,82 milhão de votos à escolha entre os candidatos.
Esses dois movimentos explicam o acréscimo de 4,77 milhões de votos válidos entre os turnos. Somado à votação dos candidatos eliminados, esse volume forma a base de comparação para calcular quanto cada finalista cresceu.
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Siga o Times | CNBCA proporção representa uma comparação de saldos, e não um rastreamento do voto de cada eleitor. Portanto, não significa que 73,6% dos eleitores de candidatos eliminados tenham escolhido Lula.
Além desses eleitores, a conta inclui pessoas que não participaram do primeiro turno e votaram no segundo, assim como aquelas que deixaram de votar em branco ou anular. Também pode haver trocas de voto entre os próprios finalistas, movimentos que os totais agregados não permitem separar.
O dado mostra que Lula teve maior crescimento líquido entre os turnos. Não permite, isoladamente, atribuir esse desempenho à transferência de votos de um ex-candidato específico ou medir o efeito de apoios e propostas de campanha.
Essa expansão combinou o aumento das vantagens de Lula no Nordeste com a redução das diferenças em favor de Flávio no Sudeste. As duas regiões responderam por aproximadamente 81% da mudança na distância nacional entre os candidatos.
São Paulo foi o maior exemplo de como crescer mesmo em uma derrota estadual pode definir a eleição. Flávio venceu nos dois turnos, mas sua vantagem caiu de aproximadamente 3,42 milhões para 2,02 milhões de votos. Só essa redução representou cerca de 21% da mudança nacional.
No Nordeste, a vantagem de Lula aumentou de 11,10 milhões para 13,65 milhões. Combinados, esses movimentos deram dimensão territorial ao principal dado da disputa: o petista ampliou sua votação em ritmo muito superior ao do adversário.
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