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Abrasel: fim da escala 6×1 pode encarecer refeições e travar contratações
Publicado 28/05/2026 • 14:02 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 28/05/2026 • 14:02 | Atualizado há 2 meses
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Pexels.
A proposta de extinção da escala de trabalho 6×1 pode elevar em até 20% os custos com pessoal em bares e restaurantes, com impacto direto nos preços ao consumidor, que poderiam subir entre 7% e 8%. A projeção é da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), que também classificou como “inviável” para o setor privado o substitutivo em análise na comissão especial da Câmara dos Deputados.
Um dos pontos mais criticados pela entidade é a diferença de prazo entre os setores. Empresas que prestam serviços ao governo teriam até 12 meses para se adaptar. As do setor privado, apenas 60 dias.
“Se o próprio texto admite que o setor público não consegue absorver esse impacto de imediato, por que impor esse choque no setor privado quase imediatamente?”, questionou Paulo Solmucci, presidente da Abrasel.
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A assimetria cria um problema concreto para empresas que atendem clientes dos dois segmentos: como gerir equipes submetidas a regras diferentes dentro do mesmo quadro de funcionários. “Teremos trabalhadores sob regimes distintos, dependendo do cliente para o qual trabalham? Isso é impraticável”, disse Solmucci.
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Siga o Times | CNBCAlém do impacto financeiro, a Abrasel aponta a escassez de mão de obra como outro obstáculo à adaptação. Segundo a entidade, a mudança exigiria contratações em massa e simultâneas em diferentes setores, incluindo cozinheiros, médicos, enfermeiros e eletricistas, algo considerado inviável diante das condições atuais do mercado de trabalho.
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Para a entidade, os cenários possíveis são todos desfavoráveis. “Se as empresas não conseguirem contratar, o serviço para. Se conseguirem, o custo sobe e acaba sendo repassado. Em todos os cenários, a sociedade paga a conta”, afirmou Solmucci.
A Abrasel também contesta a base comparativa da proposta: segundo a associação, nenhum país proibiu por lei o modelo 6×1. O debate internacional, diz a entidade, gira em torno da redução de jornada, não da proibição de escalas específicas. “Tentar impor isso por lei, em 60 dias, é uma experiência sem precedente e com custo altíssimo para toda a sociedade.”
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