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CNI critica avanço da PEC da escala 6×1 e diz que debate deve ficar para depois das eleições
Publicado 28/05/2026 • 08:33 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 28/05/2026 • 08:33 | Atualizado há 1 hora
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Divulgação
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) classificou como “inadequada e inoportuna” a aprovação, pela Câmara dos Deputados, da PEC que reduz a jornada de trabalho e impacta a escala 6×1. Em posicionamento divulgado nesta quinta-feira (28), a entidade afirmou que a discussão deveria ser adiada para depois das eleições.
Segundo a CNI, mudanças desse porte exigem um debate “amplo, técnico e responsável”, com participação de trabalhadores, empresas e poder público.
A entidade argumenta que uma eventual redução da jornada por imposição legal, sem período de transição e sem aumento equivalente de produtividade, pode elevar custos e pressionar preços.
De acordo com projeção citada pela confederação, os impactos podem variar entre 6% e 9% em diferentes setores da economia, com reflexos sobre alimentos, serviços e vestuário.
A entidade também defendeu que acordos coletivos são o caminho mais adequado para tratar do tema, por permitirem soluções específicas para cada atividade econômica. Na avaliação da CNI, mudanças legais uniformes podem reduzir a previsibilidade para investimentos, afetar a segurança jurídica e pressionar especialmente micro e pequenas empresas.
No posicionamento, a confederação afirma ainda que qualquer alteração na jornada de trabalho deveria vir acompanhada de medidas voltadas ao aumento de produtividade, como investimentos em tecnologia, qualificação profissional, inovação e modernização das relações de trabalho.
A CNI disse que trabalhadores e setor produtivo “não estão em lados opostos” e defendeu a busca por soluções que preservem empregos, renda e poder de compra sem comprometer a competitividade da economia. A entidade afirmou confiar que o Senado analisará o tema “com o devido cuidado e responsabilidade”.
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