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Inverno curto por conta do El Niño deve antecipar vendas de verão no e-commerce

Publicado 29/05/2026 • 08:30 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Frio mais rigoroso deve se concentrar entre junho e a primeira quinzena de julho
  • Temporada curta de frio deve deve afetar intenção de compra de produtos como cobertores e aquecedores pelos consumidores brasileiros.
  • Compra de ar-condicionado deve ser antecipada
Inverno

Rovena Rosa/Agência Brasil

O El Niño previsto para o segundo semestre de 2026 pode influenciar o calendário de vendas do comércio nacional, afetando os hábitos de consumo.

Levantamentos meteorológicos feitos pelo Cemaden e pelo NOAA, nos Estados Unidos, mostram que a parte mais rigorosa do inverno será mais curta este ano, com o clima mais quente começando já no final de agosto. Isso deve afetar a intenção de compra de produtos como cobertores e aquecedores pelos consumidores brasileiros. O frio mais rigoroso deve ficar concentrado entre junho e a primeira quinzena de julho.

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A consultoria HimmelCORP realizou um cruzamento climático com os hábitos de consumo na temporada para apontar quais serão as melhores práticas para quem vende no marketplace nacional.

“O clima agora dita o ritmo do marketplace. Quem tentar rodar campanhas de publicidade genéricas ou esperar outubro para estocar ar-condicionado vai queimar dinheiro e ver sua operação tomar prejuízo”, conta Lucas Schwichtemberg, fundador e CEO da companhia.

O executivo afirma que a consultoria já realiza esse levantamento desde 2024. 

Estoques parados podem gerar prejuízos de 25%

O estudo reforça os produtos em que o lojista deve investir no período, recomendando o começo da aquisição de ares-condicionados ainda em agosto. A recomendação é garantir o estoque do aparelho até 30 de julho para evitar o gargalo logístico da Zona Franca de Manaus.

O calor em agosto também deve fazer com que a compra de ventiladores seja adiantada, principalmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, mudando de novembro e dezembro para agosto e setembro.

Por outro lado, itens de frio extremo, como aquecedores, edredons pesados, cobertores tipo sherpa e roupas de frio, como casacos de esqui e parkas, terão vida útil mais curta neste inverno. Itens dessa natureza que ainda estiverem em estoque após 30 de julho podem representar prejuízo de até 25%.

Enchentes podem afetar a Região Sul

Outro desafio para os vendedores da Região Sul será o logístico. Entre os meses de setembro e outubro, o Sul entrará em alerta crítico contra enchentes. A indicação é que esses vendedores se preparem com planos de contingência em São Paulo ou Minas Gerais até agosto.

O executivo explica que ter um “plano de emergência” nesses casos é essencial para continuar vendendo e que o prejuízo não seja expandido. 

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“Muitos vendedores que perderam mercadorias com as enchentes de maio só conseguiram se recuperar em janeiro. Quem conseguiu manter estoques em outros estados, como Santa Catarina ou São Paulo, conseguiram manter o fluxo de caixa mesmo após o desastre, pois continuaram vendendo produtos que não estavam na área afetada”, conclui. 

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