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Copa do Mundo deve impulsionar delivery e e-commerce no Brasil

Publicado 29/05/2026 • 23:35 | Atualizado há 58 minutos

KEY POINTS

  • Estudo da Worldpanel by Numerator ouviu mais de 15 mil pessoas na América Latina, sendo 3.400 no Brasil.
  • No país, 40% dos brasileiros têm alto engajamento com a Copa do Mundo, segundo o levantamento.
  • Alimentos, bebidas, delivery, e-commerce e eletrônicos devem disputar espaço no consumo ligado aos jogos.

A Copa do Mundo deve impulsionar o consumo de delivery, e-commerce, alimentos, bebidas e eletrônicos no Brasil, em um movimento puxado por torcedores mais digitais e por compras de conveniência, afirmou Kesley Gomes, diretora da Worldpanel by Numerator.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Kesley comentou sobre um estudo da empresa com mais de 15 mil entrevistas na América Latina, incluindo 3.400 no Brasil, que mostrou que os consumidores mais engajados com o futebol também têm maior uso de aplicativos, compras online e serviços de entrega.

Segundo ela, 40% dos brasileiros têm nível mais alto de engajamento com a Copa. Ao mesmo tempo, 60% ainda não estão tão conectados ao evento, o que abre espaço para avanço do consumo conforme o torneio se aproxima.

“O que a gente viu é que 40% dos brasileiros têm esse nível de engajamento maior e de paixão mesmo com o Mundial”, afirmou.

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Kesley disse que o hábito de assistir aos jogos em casa deve favorecer canais ligados à conveniência. Segundo o estudo, 86% da população declara que pretende acompanhar as partidas em casa.

“Durante o Mundial, essa área mais digital, e-commerce e delivery, vai ser a grande jogadora. Principalmente porque 86% da população declara que vai assistir aos jogos em casa”, disse.

Para a executiva, alimentos e bebidas devem ter papel central no consumo ligado ao evento, mas outros segmentos também podem se beneficiar. A disputa por atenção, afirmou, deve envolver marcas grandes, regionais e locais.

“Todos vão ter um protagonismo nessa história. A grande sacada, essa janela de oportunidade, vai depender de cada um deles”, afirmou.

Kesley disse que o brasileiro chega ao Mundial com comportamento mais racional e planejamento financeiro mais ajustado à realidade do bolso. Ainda assim, a emoção dos jogos tende a estimular experimentação e compras próximas às partidas.

Segundo ela, muitos consumidores devem deixar as compras para a véspera ou até poucas horas antes dos jogos, o que aumenta a importância de disponibilidade, oferta e presença nos canais certos.

“As pessoas estão declarando que vão deixar para fazer suas compras um dia antes do jogo ou até horas antes do jogo. Então, estar no lugar certo, na hora certa, com uma oferta, pensando na experimentação, é o caminho correto”, disse.

Na comparação com outros países da América Latina, o estudo mostrou diferenças no nível de conexão com o Mundial. No Panamá, 70% da população declara alto engajamento. Na Argentina, o percentual de torcedores altamente engajados é semelhante ao do Brasil, em 40%, mas apenas 3% dizem que não pretendem assistir a nenhum jogo. No Brasil, essa fatia é de 18%.

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Para Kesley, a proximidade da competição tende a elevar o envolvimento dos consumidores e ampliar o impacto sobre categorias ligadas à ocasião de consumo.

“Quanto mais perto chegar, mais aflorado estará esse consumo”, afirmou.

A executiva disse que marcas podem aproveitar o período com ações ligadas diretamente ao Mundial, como itens colecionáveis, promoções, sorteios e oportunidades de experimentação.

“Marcas que tratem itens colecionáveis, promoções, experimentação e ações conectadas com o Mundial têm um grande caminho de consumo”, afirmou.

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