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Afya e Yduqs anunciam acordo de fusão e criam gigante do ensino superior com 1,6 milhão de alunos e receita de R$ 9,4 bilhões

Publicado 23/09/2026 • 22:34 | Atualizado há 55 minutos

KEY POINTS

  • Afya e Yduqs assinaram acordo para combinar operações, em negócio ainda sujeito a aprovações societárias e regulatórias.
  • Nova companhia terá receita líquida de R$ 9,4 bilhões e EBITDA ajustado de R$ 3,6 bilhões, considerando 12 meses até junho.
  • Acionistas da Afya ficarão com 69% do grupo, enquanto os atuais acionistas da Yduqs terão participação de 31%.

Foto: Montagem / Divulgação

Afya e Yduqs fecharam um acordo para combinar suas operações e formar um dos maiores grupos privados de educação do Brasil, com cerca de 1,6 milhão de alunos e 176 campi. A transação será realizada por meio da incorporação da Afya pela Yduqs e ainda depende da aprovação dos acionistas, de órgãos reguladores do setor educacional e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O negócio reúne a forte presença da Afya na formação médica à escala da Yduqs, dona da Estácio e do Ibmec, no ensino superior presencial e digital. Pelos números dos 12 meses encerrados em junho de 2026, as duas empresas somaram receita líquida de R$ 9,4 bilhões, EBITDA ajustado de R$ 3,6 bilhões e lucro líquido ajustado de R$ 1,3 bilhão.

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Os segmentos considerados premium – Afya, Idomed e IBMEC representarão cerca de 55% da receita líquida e 66% do EBITDA ajustado. A Medicina, isoladamente, responderá por aproximadamente 45% da receita do grupo. A alavancagem pró-forma foi estimada em 1,4 vez a relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado, antes do IFRS 16.

Afya terá maior fatia da nova companhia

Pelos termos acertados, cada ação da Afya dará direito a 6,408347 novas ações da Yduqs, sem pagamento em dinheiro. A Yduqs continuará como companhia listada no Novo Mercado da B3, enquanto a Afya deixará a Nasdaq e encerrará seu registro na Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos.

Depois da conclusão da operação, os atuais acionistas da Afya terão 69% do capital da companhia combinada e os da Yduqs ficarão com 31%. A alemã Bertelsmann, controladora da Afya, será a principal acionista, com participação de 47,4%. A Família Esteves terá 7,6%; a Advent, 5,3%; e a Família Zaher, 4,8%.

Até o fechamento, cada empresa poderá distribuir aos próprios acionistas o fluxo de caixa livre gerado no período entre a assinatura e a conclusão da operação. Para os acionistas da Yduqs, foi estabelecido um pagamento mínimo de R$ 750 milhões. Há mecanismos previstos para preservar a proporção de 69% a 31% caso a distribuição ultrapasse a geração de caixa da companhia no período.

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Grupo terá 176 campi e presença em 26 estados

A combinação dará origem a uma estrutura com aproximadamente 926 mil alunos de graduação, 176 campi e presença em 26 estados e mais de 1.500 cidades. Segundo as empresas, há baixa sobreposição geográfica entre as unidades das duas redes.

Na área médica, o grupo passará a reunir cerca de 5,9 mil vagas de Medicina autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC) e 38 mil estudantes de graduação na área. Também serão 56 mil médicos em programas de pós-graduação, especialização e preparação para provas de título. O ecossistema conjunto alcançará aproximadamente 306 mil médicos e estudantes de Medicina.

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Atualmente, a Afya possui 3.768 vagas de Medicina, cerca de 26 mil alunos da graduação médica e 63 campi em 14 estados. A empresa informou receita líquida de R$ 3,8 bilhões e EBITDA ajustado de R$ 1,7 bilhão nos 12 meses encerrados em junho.

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A Yduqs, por sua vez, registrou R$ 5,6 bilhões de receita líquida e R$ 1,9 bilhão de EBITDA ajustado no mesmo período. A companhia tem 113 campi presenciais e mantém, entre outras marcas, Idomed e IBMEC.

Comando da empresa combinada

A estrutura de governança também já foi definida. Kay Krafft será chairman do Conselho de Administração, Virgilio Gibbon ocupará o cargo de CEO e Rossano Marques será presidente do Ensino Superior, excluída a vertical de Medicina.

O Conselho de Administração terá maioria de integrantes indicados pela Bertelsmann, além de uma cadeira para cada uma das famílias Esteves e Zaher e para a Advent, além dos membros independentes exigidos pelas regras do Novo Mercado. O acordo de acionistas também prevê período de lock-up de 180 dias.

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Vamos viabilizar o máximo impacto da Inteligência Artificial e de outras tecnologias na formação dos alunos, além de alavancar as melhores práticas das duas plataformas de ensino”, disse Virgilio Gibbon, CEO da Afya. Segundo o executivo, as empresas pretendem preservar as marcas e as capacidades institucionais de cada operação.

Rossano Marques, CEO da Yduqs, afirmou que a combinação permitirá reunir graduação, educação continuada e soluções para a prática médica. “Com um portfólio robusto e diversificado, a nova companhia nascerá com capacidades únicas nos segmentos de graduação, educação continuada e soluções de prática médica”, destacou.

A conclusão da fusão permanece condicionada às aprovações dos acionistas das duas empresas, do Cade e dos órgãos reguladores do setor educacional, além do cumprimento das demais condições previstas no acordo.

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