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Imaflora inicia certificação Beef on Track da carne bovina na China

Publicado 05/06/2026 • 18:14 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Imaflora iniciou na China o piloto da certificação Beef on Track (BoT), que rastreia e comprova a conformidade socioambiental da carne bovina brasileira, em parceria com entidades e empresas chinesas do setor.
  • A China, principal destino da carne brasileira, pode pagar prêmio de até 10% por carne certificada, com expectativa de compra de até 50 mil toneladas em 2026, incentivando produção sustentável.
  • O projeto busca valorizar a carne brasileira com critérios ambientais, aproveitando cerca de 2,1 milhões de toneladas já aptas à certificação e reforçando vantagens competitivas em mercados internacionais.
carne bovina

Foto: Freepik

O Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) informou, em nota, que deu início na China ao projeto piloto da certificação Beef on Track (BoT), sistema que atesta o monitoramento e a conformidade socioambiental da carne bovina brasileira. A iniciativa começou com a assinatura de uma carta de interesse entre o instituto e a Tianjin Meat Association (TMA), entidade que reúne empresas ligadas à cadeia da carne no país asiático.

O acordo foi formalizado na quarta-feira (3), em Tianjin, cidade portuária chinesa por onde passa parte relevante da carne bovina importada pelo país. A China é atualmente o principal destino das exportações brasileiras do produto, respondendo por mais de 47% do volume embarcado, segundo dados do Beef Report 2026, da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

De acordo com Marina Guyot, diretora de clima e desmatamento zero do Imaflora, a parceria marca o início dos testes da certificação no mercado chinês. “Assinamos com a Tianjin Meat Association a carta que dá início à parceria para testar a certificação BoT na China. Avançamos ainda na negociação com uma auditoria chinesa, chamada Chinese Quality Mark Certification Group (CQM), responsável pela verificação da cadeia de custódia dos produtos passíveis de certificação”, afirmou, na nota.

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Além da TMA, outras oito empresas chinesas ligadas aos segmentos de logística, comércio e distribuição de carne aderiram à carta de interesse. O objetivo é preparar a estrutura necessária para a comercialização de carne certificada no país.

A associação chinesa já havia manifestado, no lançamento do selo, a intenção de adquirir até 50 mil toneladas de carne certificada ao longo de 2026. Segundo Guyot, a entidade também discute com seus clientes locais a possibilidade de pagar um prêmio de até 10% para produtos que atinjam os níveis mais avançados da certificação.

“Ela agora está se preparando para cumprir o prometido e mostra disposição de negociar junto aos seus clientes locais um prêmio adicional de até 10% para a carne certificada nos níveis mais avançados do BoT”, disse a executiva, na nota.

O Imaflora avalia que a remuneração adicional pode estimular um movimento semelhante ao observado com o “boi China”, categoria de animais rastreáveis e abatidos mais jovens que passou a receber pagamento diferenciado na primeira metade da década de 2020. A expectativa é que incentivos econômicos favoreçam a adoção de práticas de regularização socioambiental e ampliem a oferta de carne certificada.

Atualmente, o Brasil dispõe de cerca de 2,1 milhões de toneladas de carne bovina que atendem aos requisitos do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) da Carne na Amazônia Legal, volume considerado apto a receber a certificação. Mato Grosso e Pará concentram parte significativa dessa produção.

Durante a missão à China, o Imaflora também apresentou o sistema de certificação a importadores da província de Henan, um dos principais centros de distribuição de carne bovina do país. De acordo com Guyot, há interesse de compradores locais em aderir ao programa. “É uma oportunidade interessante para a carne brasileira, que agrega valor ao carregar também informação socioambiental. Esse produto pode ganhar notoriedade e influenciar positivamente o desempenho do setor nos mercados, conferindo vantagens ao produto nacional livre de desmatamento”, afirmou, na nota.

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