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Por que a compra da brasileira Serra Verde desafia o domínio da China em Terras Raras
Publicado 21/04/2026 • 09:00 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 21/04/2026 • 09:00 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
Foto: Serra Verde Youtube
A mineradora brasileira Serra Verde foi adquirida nesta segunda-feira (20) pela norte-americana USA Rare Earth (USAR), em uma operação avaliada em cerca de US$ 2,8 bilhões.
O negócio, anunciado pelas empresas, envolve a mina de Pela Ema, em Minaçu, no norte de Goiás, e ganha relevância por ampliar a estratégia dos Estados Unidos de reduzir a dependência da China no fornecimento de minerais críticos para tecnologia e defesa.
Com a negociação, a única mina brasileira de argilas iônicas em operação passa ao controle de uma companhia dos EUA.
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Em atividade desde 2024, a unidade goiana ocupa posição rara no mercado global por produzir elementos pesados de alto valor comercial fora da Ásia.
O principal impacto da aquisição está no fato de a Serra Verde operar uma das poucas fontes relevantes fora do continente asiático de minerais estratégicos como Disprósio, Térbio e Ítrio.
Esses materiais são essenciais para a produção de ímãs permanentes usados em veículos elétricos, turbinas eólicas, robôs, drones e sistemas militares.
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Hoje, a China domina amplamente esse setor. Mais de 90% do processamento global de terras raras está concentrado no país asiático, o que transformou o tema em uma disputa geopolítica entre Pequim e potências ocidentais, de acordo com a Agência Brasil.
Ao incorporar a operação brasileira, a USA Rare Earth fortalece uma cadeia de suprimentos alternativa, capaz de abastecer indústrias americanas sem depender diretamente do mercado chinês.
Localizada em Minaçu, a mina Pela Ema é considerada peça central nesse movimento. A produção atual ainda está em fase inicial, mas a expectativa informada pelas empresas é de expansão nos próximos anos, com possibilidade de dobrar a capacidade até 2030.
Além da extração mineral, a intenção do grupo é integrar todas as etapas do processo industrial, da mina até a fabricação de ímãs, criando uma estrutura completa fora da Ásia.
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A operação brasileira terá papel decisivo na formação da primeira cadeia de terras raras integrada entre mineração e manufatura fora do eixo asiático.
O acordo também prevê fornecimento de 15 anos para uma empresa de propósito específico financiada por agências do governo dos Estados Unidos e investidores privados.
O contrato abrange 100% da produção da fase inicial da Serra Verde, com preços mínimos garantidos para minerais magnéticos.
Na prática, isso oferece previsibilidade financeira ao projeto e reduz riscos para futuros investimentos de expansão.
O mercado reagiu positivamente ao anúncio. As ações da USA Rare Earth registraram alta superior a 8% na Nasdaq durante o dia.
Mesmo com a mudança de controle, a estrutura operacional da Serra Verde será preservada. Executivos da companhia brasileira passarão a integrar a direção da empresa norte-americana.
Leia também:
A venda da Serra Verde coloca o Brasil em posição estratégica em um dos setores mais disputados da economia global.
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