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Aposta bilionária no agro: fundo com BRF e Paraná libera R$ 375 milhões para aves e suínos
Publicado 25/02/2026 • 15:45 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 25/02/2026 • 15:45 | Atualizado há 2 horas
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A BRF e o governo do Paraná anunciaram um investimento de R$ 375 milhões para fortalecer a cadeia produtiva de aves e suínos no estado, em um movimento que reforça a tendência de uso de instrumentos financeiros estruturados para impulsionar o agronegócio brasileiro.
A operação será viabilizada por meio do Paraná III Fundo de Investimento em Direitos Creditórios do Segmento Agronegócio (FIDC Paraná), que combina capital privado e recursos públicos para ampliar o acesso a crédito em um ambiente de juros elevados.
Na estrutura do fundo, a BRF participa como cotista subordinada, com aporte de R$ 300 milhões, enquanto a Fomento Paraná entra como cotista sênior, com R$ 75 milhões.
Segundo a companhia, o fundo terá como foco a aquisição de direitos creditórios ligados às atividades agroindustriais, principalmente aqueles representados por Cédulas de Produto Rural Financeiras (CPR-F), instrumento cada vez mais relevante no financiamento do setor.
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Do total de recursos, cerca de 70% serão destinados ao sistema de integração, com foco direto na cadeia de aves e suínos. A estratégia busca fortalecer produtores parceiros e ampliar o uso de tecnologia no campo, aumentando produtividade e eficiência.
Os outros 30% serão direcionados a projetos estratégicos dentro das unidades produtivas da empresa, com foco em ganhos operacionais e competitividade.
Na prática, o fundo funcionará como uma linha estruturada de crédito tanto para a própria companhia quanto para produtores integrados, criando um efeito multiplicador ao longo de toda a cadeia.
A iniciativa também reforça um movimento do setor agro de buscar alternativas ao crédito tradicional, especialmente em um cenário de taxas elevadas e maior seletividade bancária.
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Para o CEO da BRF, Miguel Gularte, o investimento reforça a presença da companhia no estado e cria bases para crescimento sustentável.
“Este investimento reforça a solidez da nossa cadeia produtiva no Paraná e amplia nossa contribuição para o desenvolvimento da região”, afirmou.
Já o governador Ratinho Junior destacou o papel dos fundos estruturados na expansão do agronegócio local.
“Esse sistema ajuda a alavancar novos investimentos no agronegócio, potencializa o nosso PIB e fortalece a posição do estado como supermercado do mundo”, disse.
Na avaliação da Fomento Paraná, o modelo surge como resposta direta ao cenário macroeconômico. Segundo o diretor-presidente Claudio Stabile, os FIDCs do agro são uma alternativa funcional para contornar o custo elevado do crédito.
“Esse recurso atende principalmente cooperados e integrados, mas os benefícios devem se espalhar por toda a cadeia produtiva ao longo do tempo”, afirmou.
Mais do que um investimento pontual, o movimento sinaliza uma mudança estrutural no financiamento do agronegócio brasileiro.
Com o crédito tradicional mais caro, fundos estruturados ganham espaço como ferramenta para sustentar crescimento, aumentar eficiência e garantir competitividade global.
No caso do Paraná, a iniciativa reforça o posicionamento do estado como um dos principais polos agroindustriais do país, enquanto a BRF amplia sua base produtiva e fortalece sua cadeia integrada.
Para o mercado, o recado é claro. O agro segue inovando não apenas na produção, mas também na forma de financiar sua expansão.
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