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Tarifaço: Setor de tabaco teme queda de 31% nas exportações e perda de US$ 100 milhões
Publicado 26/07/2026 • 12:00 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 26/07/2026 • 12:00 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Divulgação Sinditabaco e AbiFumo
Sindicato e associação do setor pedem ao MDIC inclusão do tabaco na lista de exceções à tarifa adicional dos Estados Unidos
O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco e a Associação Brasileira da Indústria do Fumo encaminharam, nesta sexta-feira (24), uma carta ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços pedindo que o governo brasileiro atue para incluir o tabaco na lista de exceções à tarifa adicional imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Segundo as entidades, o documento foi enviado após audiência realizada em 22 de julho, na qual o setor apresentou os impactos da medida e propostas de mitigação ao ministro Geraldo Alckmin e a técnicos da pasta.
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Na carta, as entidades destacam a relevância econômica e social da cadeia produtiva do tabaco, presente em mais de 525 municípios brasileiros e responsável, segundo o setor, pela geração de renda para mais de 600 mil pessoas no meio rural.
Ainda de acordo com as entidades, os Estados Unidos eram historicamente o terceiro maior destino das exportações brasileiras de tabaco, respondendo por cerca de 9% dos embarques do setor. Essa participação caiu para 6% em 2025.
Segundo dados do MDIC/Secex apresentados no documento, as exportações para o mercado americano totalizaram US$ 195,3 milhões em 2025, redução de 23,4% em relação ao ano anterior. No primeiro semestre de 2026, os embarques somaram US$ 88,8 milhões, queda de 31% na comparação com o mesmo período de 2025.

A carta chama atenção para o fato de que outros produtos do agronegócio brasileiro, como carne bovina, café, laranja, mel orgânico, castanhas e celulose, foram contemplados na lista de exceções à tarifa adicional divulgada pelos Estados Unidos, enquanto o tabaco permaneceu sujeito à sobretaxa.
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Siga o Times | CNBCPara o setor, essa diferenciação coloca o produto brasileiro em desvantagem competitiva frente a outros exportadores.
Segundo o documento, caso as tarifas sejam mantidas, compradores americanos deverão buscar fornecedores de outras origens, principalmente de países africanos, como Zimbábue e Malaui, que vêm ampliando a produção. Pela estimativa do setor, o Brasil pode perder aproximadamente US$ 100 milhões em exportações.
A preocupação das entidades é que a menor demanda provoque redução da produção nacional, especialmente do tabaco Burley, variedade cujo mercado internacional é mais concentrado nos Estados Unidos e tem poucas alternativas de comercialização. Esse cenário deve atingir centenas de pequenos produtores rurais que têm nesse tipo de tabaco sua principal fonte de renda.
Além dos impactos sobre emprego e produção, o setor alerta que a redução da atividade econômica afetaria a arrecadação dos municípios produtores, tanto pela queda da atividade local quanto pela diminuição de tributos, comprometendo investimentos públicos em regiões cuja economia depende fortemente da cadeia do tabaco.
No ofício, o SindiTabaco e a Abifumo solicitam formalmente a inclusão de todo o Capítulo 24 da Nomenclatura Comum do Mercosul, que engloba o tabaco e seus produtos, na lista de exceções à tarifa adicional dos Estados Unidos.
As entidades afirmam permanecer à disposição do governo federal para contribuir tecnicamente na busca por uma solução que preserve a competitividade das exportações brasileiras e reduza os impactos econômicos e sociais da medida.
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