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Produção recorde de carnes na China anima bovinos e suínos, mas pressiona setor avícola, aponta consultoria
Publicado 14/08/2025 • 11:43 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 14/08/2025 • 11:43 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
Foto: Embrapa
Gado no pasto
A produção total de carnes da China atingiu um novo recorde no primeiro semestre de 2025, segundo dados do Ministério da Agricultura e de Assuntos Rurais do país compilados pela consultoria Datagro. O avanço foi sustentado por resultados históricos na oferta de carne bovina, que chegou a 3,42 milhões de toneladas, e principalmente de aves, que somaram 12,7 milhões de toneladas no período.
Apesar da queda na produção de ovinos, a proteína suína retomou trajetória de alta e, por ser a mais consumida no país, também contribuiu para o crescimento. Mais de 60% do aumento na produção foi puxado pela carne de aves, cerca de 30% pela carne suína e 10% pela carne bovina.
O excesso de oferta, problema recorrente no mercado chinês, voltou a afetar a suinocultura, pressionando preços pagos ao produtor. As autoridades já anunciaram medidas para restringir ainda mais a produção e tentar reequilibrar o mercado. Na avicultura, o desafio é ainda maior devido à fragmentação do setor.
Com preços em queda e produção recorde, a sobreoferta pode se prolongar. Essa conjuntura pode estar ligada à demora na retomada das importações de frango brasileiro, suspensas mesmo após o país recuperar o status de livre de gripe aviária — decisão que também considera o foco registrado no Rio Grande do Sul meses atrás.
A carne bovina seguiu em trajetória distinta. Foi a única proteína com alta nos preços ao produtor no semestre e, somando-se as importações à produção interna, a oferta total ficou estável em relação ao mesmo período de 2024. O cenário indica que o consumo segue em crescimento. Parte do aumento da produção está ligada à redução do ritmo do setor leiteiro, que tem descartado matrizes e reforçado a oferta de carne bovina.
Com a primeira alta nas importações de carne bovina do ano registrada em junho, a pressão pela adoção de salvaguardas mais severas nas compras externas parece ter diminuído. Segundo a consultoria, é possível que a investigação em andamento resulte em medidas menos restritivas, como tarifas baixas ou cotas elevadas não exclusivas, o que manteria a competitividade da carne bovina brasileira e poderia abrir espaço para recuperação das exportações ao mercado chinês no segundo semestre.
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