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Agro

Comunicação no agro precisa unir tecnologia e confiança para gerar negócios

Publicado 27/08/2026 • 18:34 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Comunicação ganhou peso estratégico no agronegócio diante da necessidade de traduzir informações cada vez mais técnicas sem perder a proximidade com produtores.
  • Anderson Costa afirma que entender diferenças regionais e o momento de cada produtor é essencial para apresentar produtos e serviços de forma mais eficiente.
  • Estratégia também pode apoiar vendas, mas precisa preservar a confiança e o relacionamento pessoal mesmo diante do avanço da digitalização no campo.

A comunicação se tornou um ativo estratégico para as empresas do agronegócio à medida que o setor avança tecnologicamente e precisa traduzir informações cada vez mais complexas sem abandonar a relação de confiança construída com os produtores, segundo Anderson Costa, head de Planejamento Estratégico da Innova. Para ele, encontrar o momento e a linguagem adequados também pode facilitar decisões de compra e contribuir para os negócios.

Em entrevista nesta quinta-feira (27) ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Costa afirmou que comunicar no agro exige conciliar tradição, profundidade técnica e clareza. “Quando a gente trata de comunicação no agro, a gente está falando de explicar algo muito complexo, de uma forma que preserve tradição e que alcance esse consumidor num mar de informação que ele tem”, explicou.

Segundo o executivo, essa necessidade acompanha a própria evolução tecnológica do setor. “A comunicação é um asset estratégico para essas empresas, porque elas têm que traduzir tudo que precisam passar de uma forma clara, sem perder a profundidade”, afirmou Costa, acrescentando que é necessário preservar a tecnicidade exigida por um mercado que vem se sofisticando ao longo dos anos.

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Região e momento mudam a comunicação

Não existe, na avaliação de Costa, uma estratégia única capaz de atender a todo o agronegócio brasileiro. As diferenças entre regiões, perfis de produtores e etapas do plantio exigem que as empresas adaptem tanto a mensagem quanto o momento de apresentá-la.

O Brasil é muito grande, a comunicação tem que ser heterogênea pela característica que o Brasil tem. Tem diversos tipos de produtor, diversos tipos de região e, além disso, diversos tipos de momento de plantio”, destacou.

Para Costa, identificar esse contexto permite que a comunicação ganhe aquilo que considera um componente decisivo no agro: timing. A empresa precisa chegar ao produtor no ponto em que determinada informação, produto ou serviço efetivamente faça sentido para o negócio.

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Quando a gente entende o momento certo, a comunicação passa a ter timing”, afirmou. A partir daí, acrescentou, é possível conversar com o produtor “em cada ponto de interesse, em cada momento de interesse” e explicar o que determinada solução representa, quanto pode agregar ao negócio e qual ganho de produtividade pode proporcionar.

Comunicação pode facilitar vendas

Uma estratégia eficiente também pode contribuir para os resultados comerciais, embora Costa ressalte que a comunicação não substitui outros fatores fundamentais para uma venda. Preço, competitividade, presença e relacionamento com o produtor rural continuam sendo elementos indispensáveis.

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A marca, a empresa, vai precisar trabalhar preço, vai precisar trabalhar competitividade, vai precisar trabalhar presença, vai trabalhar a relação de confiança com o produtor rural, que é superimportante. Isso não se abre mão”, pontuou.

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A comunicação entra justamente como suporte a esses elementos. “Quando a comunicação é bem trabalhada como asset de negócio, ela torna tudo mais claro e torna toda essa negociação muito mais simples e muito mais tranquila para todos os envolvidos na cadeia”, explicou Costa.

Nesse processo, um dos desafios está em transformar conteúdos técnicos e densos em informações que ajudem efetivamente o produtor. Segundo ele, a questão central é entender “como a gente ajuda esse setor, que é muito da confiança no olho no olho, do aperto de mão, a traduzir uma informação muito técnica, muito densa, para poder fazer ele tomar a melhor decisão possível”.

Confiança continua no centro do agronegócio

Mesmo com a digitalização e a tecnificação do campo, Costa considera um erro tratar a comunicação do agronegócio como uma estratégia exclusivamente digital. Para ele, as marcas se equivocam principalmente quando deixam de considerar a confiança que historicamente sustenta as relações comerciais no setor.

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Elas erram quando esquecem justamente o básico nesse setor, que é a confiança”, afirmou. Segundo Costa, “o aperto de mão, o olho no olho” permanecem relevantes mesmo diante das transformações tecnológicas.

Por isso, a estratégia precisa combinar diferentes formas de relacionamento. “Apostar só numa comunicação extremamente digital, apostar nos extremos” é um erro, avaliou. Para ele, “tem que ser uma combinação de coisas” capaz de fazer um produto ou serviço se encaixar de maneira efetiva na cadeia e responder aos objetivos do negócio.

Costa resumiu essa necessidade colocando a confiança como elemento central da comunicação no campo. “Confiança é a base de tudo. Se você esquece disso, você esquece com quem você está falando, você esquece o lugar onde você está falando, você esquece de onde esse produtor vem, o que ele está produzindo e qual é a história por trás dessa produção”, concluiu.

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