Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Recuperação judicial no agro não significa quebra, mas cenário exige atenção
Publicado 19/08/2026 • 17:44 | Atualizado há 2 meses
Katie Zacharia deixa cargo de secretária de imprensa de Trump na Casa Branca, dizem relatos
NBA endurece regras com apostas e desenvolve IA para sinalizar suspeitas
Fundo soberano de US$ 2 trilhões da Noruega pode voltar a investir em grandes empresas de defesa
Concorrente europeia da SpaceX sobe 19% após restrições ao Starlink na Ucrânia
Blue Origin planeja expansão de US$ 330 milhões na Flórida para ampliar lançamentos do New Glenn
Publicado 19/08/2026 • 17:44 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A disparada dos pedidos de recuperação judicial entre produtores rurais revela dificuldades financeiras em parte do agronegócio, mas não significa que essas empresas estejam quebrando, segundo Igor Fernandez de Moraes, sócio do Silva Nunes Advogados e especialista em Direito Empresarial e do Agronegócio. Para ele, o instrumento deve ser entendido como uma forma de reorganização diante de um cenário que combina diferentes fatores econômicos, climáticos e de crédito.
Em entrevista nesta quarta-feira (19) ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Moraes ressaltou que o avanço dos pedidos precisa ser colocado em perspectiva. “Primeiramente, é importante nós deixarmos claro que se trata de uma crise financeira que acomete um número relevante de produtores rurais, mas que não se trata de empresas quebrando. A recuperação judicial é um instrumento de reorganização”, explicou.
Os pedidos de recuperação judicial de produtores rurais passaram de 470 somente no primeiro trimestre de 2026, uma alta de quase 22% em relação ao mesmo período de 2025.
Leia também: Agro pode ampliar produção em 35% com recuperação de terras, diz Tatiana Sasson
Segundo Moraes, não existe uma única explicação para as dificuldades enfrentadas pelo setor. O quadro exige observar simultaneamente diferentes elementos capazes de pressionar a situação financeira dos produtores.
“A conjuntura demanda a análise de fatores diversos que influenciam nesse momento em que nós estamos”, afirmou. O especialista lembrou ainda que o crescimento das recuperações judiciais não começou neste ano: “Em 2025, em meados de 2025, então segundo e terceiro trimestres, nós tivemos indicadores com níveis de pedidos de recuperação judicial maiores do que os que foram enfrentados no primeiro trimestre deste ano.”
Entre os elementos que ajudam a explicar o cenário estão as condições climáticas e a avaliação de risco para a concessão de financiamento. “Clima, risco, avaliação de crédito, concessão de crédito também compõem esse momento de crise, relativamente uma crise financeira enfrentada por alguns produtores de algumas regiões”, pontuou Moraes.
Leia também: Inteligência artificial amplia monitoramento de rebanhos e lavouras no agronegócio
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCPara o segundo semestre de 2026 e o início de 2027, Moraes avalia que o agronegócio pode seguir por três caminhos, dependendo principalmente das condições de crédito, dos resultados da produção e do comportamento do clima.
“O acompanhamento de alguns indicadores é fundamental para que o mercado atravesse este momento”, afirmou. No cenário mais favorável, haveria maior concessão de crédito e cumprimento dos objetivos das safras, colheitas e da pecuária, reduzindo a percepção de risco das instituições financeiras.
“Isso naturalmente haveria uma concessão maior de crédito com a redução de risco para os bancos”, explicou.
Um segundo cenário seria intermediário, com a continuidade de problemas concentrados em determinados segmentos. “Algumas empresas e alguns setores poderiam atravessar ainda alguma certa dificuldade, envolvendo inclusive alterações climáticas”, avaliou.
Leia também: Novas exigências da UE pressionam agronegócio brasileiro por rastreabilidade e controle ambiental
O terceiro cenário traçado por Moraes é mais adverso e considera a possibilidade de o agronegócio, de maneira mais ampla, não alcançar as metas estabelecidas para o período.
Nesse caso, dois elementos ganhariam peso: a dificuldade de pagamento de financiamentos anteriores e novos problemas climáticos. Segundo Moraes, esse quadro poderia ocorrer principalmente diante da “inadimplência em relação a créditos anteriormente obtidos” e de acontecimentos climáticos capazes de interferir diretamente na produção.
A evolução dessas variáveis será, portanto, determinante para definir se o atual avanço das recuperações judiciais ficará concentrado em determinados produtores e regiões ou se as dificuldades financeiras do agronegócio ganharão maior dimensão entre o segundo semestre de 2026 e o início de 2027.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
DECISÃO 2026: Flávio Bolsonaro tem 50% e Lula 49% em disputa pelo Planalto, mostra pesquisa Palver
2
Grupo Globo demite executivo após vazamento de conversas com Daniel Vorcaro; vice-presidente da holding assumirá interinamente
3
‘Yes! We Have No Bananas’; guerra no Irã encarece cadeia produtiva da fruta e pressiona mercado americano
4
Em depoimento, Vorcaro nega fraude de R$ 12 bilhões e defesa anuncia contestação sobre negócio entre Master e BRB
5
Briga entre herdeiros da Mitre tem novas acusações de extorsão, invasão de casa e desvio de patrimônio