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Batistella: Uso de biocombustível na Copa Truck une redução de emissões ao desempenho dos caminhões

Publicado 29/05/2026 • 13:15 | Atualizado há 46 minutos

KEY POINTS

  • As três primeiras etapas da Copa Truck evitaram a emissão de mais de 60 toneladas de dióxido de carbono, segundo dados apresentados pela Be8.
  • Executivo afirma que o biocombustível manteve a redução de emissões mesmo em motores com mais de 1.000 cavalos de potência.
  • Experiência na categoria tem servido como laboratório para avanços tecnológicos que poderão ser aplicados futuramente no transporte comercial.

A combinação entre descarbonização e alta performance está mostrando resultados concretos nas pistas brasileiras, segundo Erasmo Batistella, CEO da Be8 e notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Ao comentar os resultados obtidos com o uso do biocombustível Be8 Bivante na Copa Truck, o executivo destacou que as três primeiras etapas da temporada evitaram a emissão de mais de 60 toneladas de dióxido de carbono, um volume equivalente à captura de carbono realizada por 7.400 árvores ao longo de um ano.

É um dado maravilhoso e mostra a importância de nós, no automobilismo de altíssima competição como é o caso da Copa Truck, estarmos utilizando o nosso biocombustível”, afirmou nesta sexta-feira (29).

Segundo Batistella, os resultados reforçam o potencial dos biocombustíveis como ferramenta de redução de emissões sem comprometer o desempenho dos veículos. “Em três etapas já traz essa grande redução de emissão de gases de efeito estufa”, ressaltou.

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Da estrada para as pistas

O executivo lembrou que o combustível já havia sido submetido a um teste de longa distância durante a chamada Caravana Sustentável COP 30, realizada entre Passo Fundo (RS) e Belém (PA). A iniciativa envolveu dois caminhões e dois ônibus movidos a Bivante, percorrendo mais de 4 mil quilômetros.

Demonstramos todos os resultados dessa Caravana Sustentável COP 30. Mais de 4.000 quilômetros com excelentes resultados, reduzindo em 99% as emissões na utilização do Bivante, do tanque à roda”, destacou Batistella.

De acordo com ele, a experiência acumulada naquela operação serviu de base para os estudos atualmente desenvolvidos na Copa Truck, ampliando o volume de dados sobre desempenho, eficiência e impacto ambiental do produto.

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Menos emissões, mais velocidade

Um dos principais resultados observados até agora, segundo o CEO da Be8, é que a redução das emissões não veio acompanhada de perda de potência. Pelo contrário.

São motores com mais de 1.000 cavalos, ou seja, muita potência, altíssima performance”, afirmou. O executivo destacou que a competição reúne caminhões de fabricantes como Mercedes-Benz, Volkswagen, Iveco, Volvo e Scania, permitindo a avaliação do combustível em diferentes plataformas.

Batistella afirmou que os testes têm mostrado redução significativa da fumaça emitida pelos veículos. “Quando a gente faz comparativos de edições anteriores da competição com a edição deste ano, a gente vê quase uma diminuição em quase 100% daquela fumaça preta”, disse. “Isso já é a demonstração que o nosso biocombustível está trazendo a descarbonização.”

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Além disso, segundo ele, houve ganhos de desempenho nas pistas. “Nós estamos conseguindo reduzir o tempo das voltas. Além de diminuirmos muito as emissões, temos os caminhões ainda mais velozes usando o nosso biocombustível”, afirmou. Em outro momento da entrevista, reforçou que “as voltas deste ano estão com tempos menores do que o ano passado”.

Laboratório tecnológico

Para Batistella, a Copa Truck está desempenhando papel semelhante ao exercido pela Fórmula 1 no desenvolvimento de tecnologias automotivas.

No caso dos caminhões, a Copa Truck é praticamente a nossa Fórmula 1”, afirmou. Segundo ele, a competição oferece um ambiente de testes capaz de acelerar o aprimoramento de soluções ligadas a motores diesel e combustíveis renováveis.

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O executivo destacou que os dados gerados pelas corridas estão sendo compartilhados entre a equipe técnica da Be8 e as montadoras participantes. “Todos os aprendizados que nós estamos tendo com a nossa equipe técnica e com a equipe técnica das montadoras servem como base de dados para melhorias possíveis que a gente possa fazer no setor automotivo”, explicou.

Na avaliação dele, o setor vive um momento inédito. “Estamos chegando num estágio de relação entre o setor automotivo e biocombustível altamente diferenciado, coisa que não tínhamos visto antes porque agora nós temos uma competição utilizando 100% do biocombustível”, declarou.

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Aplicações além do transporte rodoviário

Batistella afirmou que o uso do Bivante vem sendo ampliado para outros segmentos além dos caminhões e ônibus. Entre os exemplos citados está uma parceria com a Wilson Sons, que passou a utilizar o combustível em rebocadores no Porto do Açu.

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Isso mostra a flexibilidade desse produto, porque ele pode ser utilizado no caminhão, no ônibus, no navio”, destacou. Segundo ele, a versatilidade do combustível é uma das características que favorecem sua adoção em diferentes modais de transporte.

Descarbonização acessível

Ao comentar o impacto ambiental dos resultados obtidos na Copa Truck, Batistella afirmou que os números ajudam a demonstrar o potencial do biocombustível para aplicações do dia a dia.

Somente em três corridas, nós já reduzimos as emissões o equivalente a 7.400 árvores durante o ano todo. Isso demonstra a eficácia ambiental do nosso produto”, afirmou. Segundo ele, a mesma lógica poderia ser aplicada ao transporte público urbano. “Se substituirmos o diesel por biocombustível, vamos reduzir em 99% as emissões de gases de efeito estufa”, disse.

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O executivo também destacou que a viabilidade econômica é um fator decisivo para a expansão do mercado. Ao comparar o cenário com outras categorias do automobilismo, observou que a Fórmula 1 já utiliza combustíveis renováveis, mas com custos muito superiores.

Um litro daquele biocombustível custa mais de US$ 700 (R$ 3.549)”, afirmou. “No nosso caso, o biocombustível tem preço competitivo, tem preço para utilizar no dia a dia.” Para Batistella, “a gente tem que olhar a parte da descarbonização, mas não pode esquecer a parte da economia”.

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