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Exportações do agronegócio brasileiro à União Europeia crescem 14,8% após acordo comercial
Publicado 01/11/2026 • 16:23 | Atualizado há 20 minutos
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Publicado 01/11/2026 • 16:23 | Atualizado há 20 minutos
KEY POINTS
Divulgação/Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)
As exportações do agronegócio brasileiro para a União Europeia cresceram 14,8% em valor nos primeiros cinco meses de aplicação provisória do acordo comercial entre os dois blocos. Entre maio e setembro de 2026, as vendas somaram US$ 12,21 bilhões, ante o mesmo período de 2025, que somou US$ 10,66 bilhões, segundo dados do sistema Agrostat, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Em volume, os embarques avançaram 8,1%, passando de 16,42 milhões para 17,74 milhões de toneladas. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo complexo soja e pelas carnes, além de produtos apícolas, frutas e outros itens da pauta agropecuária brasileira.
O destaque ficou com as exportações de carnes, que cresceram 103,5% em valor e 170% em volume. Os embarques passaram de 101 mil para 272 mil toneladas no período. Já as vendas de produtos apícolas, principalmente mel, registraram expansão de 367% em receita.
O complexo soja, que reúne grãos, farelo e óleo, permaneceu como principal segmento das exportações brasileiras para o mercado europeu. As vendas aumentaram de US$ 3,12 bilhões para US$ 4,19 bilhões, uma alta de 34,2% em valor e 20,5% em volume. Considerando apenas a soja em grãos, o crescimento chegou a 49% em receita e 35,1% em quantidade.
Outros segmentos também apresentaram resultados positivos. Os produtos florestais avançaram 23% em valor, enquanto as frutas, incluindo nozes e castanhas, cresceram 15%. As exportações de outros produtos de origem animal tiveram expansão de 55,5%.
Entre os produtos individuais, o abacate se destacou, com alta de 421,2% nas vendas, que alcançaram US$ 19,87 milhões. O óleo de milho bruto também registrou crescimento expressivo, de 266,3%, para US$ 129,35 milhões.
No setor cafeeiro, as exportações de café torrado para a União Europeia aumentaram 91,6% em valor e 116,5% em volume. As vendas de café solúvel cresceram 19% em receita e 38,2% em quantidade. Entre as frutas, os embarques de manga avançaram 31,2%, enquanto os de maçã tiveram alta de 28,8%.
O avanço das exportações coincide com o início da aplicação das preferências tarifárias previstas no acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, em vigor provisório desde 1º de maio.
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Siga o Times | CNBCEntre os produtos brasileiros que já recebem reduções de tarifas estão café torrado, café solúvel e abacate. No caso dos cafés, a eliminação tarifária será gradual, com conclusão prevista para 2030. Para o abacate, o primeiro corte correspondeu a 20% da tarifa-base, também com liberalização completa prevista para o fim desse período.
O tratado estabelece condições preferenciais de acesso ao mercado europeu para outros produtos agropecuários, como carnes bovina, suína e de aves, açúcar, etanol, arroz, mel, milho e sorgo. Parte desses benefícios está sujeita a cotas de importação e condições específicas, com implementação gradual das reduções tarifárias.
Apesar das oportunidades comerciais, o acesso ao mercado europeu continua condicionado ao cumprimento de exigências sanitárias, ambientais e de rastreabilidade. Um dos principais desafios para os exportadores brasileiros é a adequação das cadeias produtivas ao Regulamento da União Europeia sobre Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).
As importações brasileiras de produtos agropecuários e agroindustriais provenientes da União Europeia somaram US$ 1,67 bilhão entre maio e setembro de 2026, alta de 3,3% em relação aos US$ 1,62 bilhão registrados no mesmo intervalo de 2025. Em volume, as compras avançaram 6,8%, para 617,9 mil toneladas.
Com o crescimento das exportações, o superávit comercial do agronegócio brasileiro com o bloco europeu aumentou 17%, passando de US$ 9,01 bilhões para US$ 10,54 bilhões na comparação anual.
Assinado em 17 de janeiro, o acordo Mercosul-União Europeia reúne mercados que somam aproximadamente 720 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) superior a US$ 22 trilhões.
Embora a aplicação provisória tenha começado em maio, a entrada em vigor definitiva da parceria ainda depende da conclusão dos procedimentos de aprovação e ratificação previstos para os dois blocos.
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