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As ações da Chevron disparam 8% após a intervenção militar de Trump na Venezuela
Publicado 05/01/2026 • 06:41 | Atualizado há 2 dias
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Publicado 05/01/2026 • 06:41 | Atualizado há 2 dias
Chevron.
Reuters.
As ações das companhias petrolíferas americanas dispararam nas negociações pré-mercado desta segunda-feira (05), enquanto os investidores analisam as consequências da operação militar surpresa do governo Trump na Venezuela .
Às 11h10 (horário de Londres) – 6h10 no horário do leste dos EUA – as ações da Exxon Mobil avançavam 7,7%. Os papéis da ConocoPhillips, empresa de exploração e produção, subiam 4,3%, enquanto a gigante de serviços petrolíferos SLB registrava alta de 9,5%.
O movimento ocorre após os Estados Unidos realizarem, no fim de semana, uma operação militar de grande escala na Venezuela, que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, em uma intervenção considerada audaciosa e que repercutiu globalmente.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a Casa Branca irá “administrar” o país sul-americano até que seja possível conduzir uma “transição segura, adequada e criteriosa”.
A Venezuela é membro fundador da OPEP, uma das alianças energéticas mais influentes do mundo, e detém as maiores reservas comprovadas de petróleo bruto do planeta, estimadas em 303 bilhões de barris, segundo a Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA), cerca de 17% das reservas globais. Trump declarou que o investimento americano no setor energético venezuelano passou a ser um objetivo central de seu governo.
“Vamos colocar em campo nossas gigantes companhias petrolíferas americanas – as maiores do mundo – para investir bilhões de dólares e recuperar a infraestrutura de petróleo, que hoje se encontra em péssimo estado”, afirmou Trump em coletiva de imprensa realizada em sua residência em Mar-a-Lago, em Palm Beach, Flórida.
“Vamos começar a gerar dinheiro para o país”, acrescentou o presidente no sábado.
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Os preços do petróleo operavam em leve queda na manhã de segunda-feira (5).
O Brent, referência internacional, com vencimento em março, recuava 0,6%, para US$ 60,40 por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, com vencimento em fevereiro, caía 0,4%, para US$ 57,11 por barril.
Para Neil Atkinson, analista independente de energia e ex-funcionário da PDVSA, estatal petrolífera venezuelana, há diversos obstáculos a serem superados para a reestruturação do setor no país.
“Se analisarmos a situação de forma cínica, o objetivo é reativar a indústria petrolífera da Venezuela. Para isso, é essencial garantir estabilidade – o que passa, antes de tudo, pela ordem pública, algo que hoje não existe”, disse Atkinson ao programa “Squawk Box Europe”, da CNBC, nesta segunda-feira.
“Também é necessário assegurar um fornecimento confiável de eletricidade, o que não acontece atualmente, além de garantir o abastecimento regular de alimentos e combustíveis. Há muito a ser feito, e nada disso pode ocorrer sem o consentimento do povo venezuelano”, acrescentou.
Questionado sobre o interesse de companhias petrolíferas americanas em investir no país, apesar dos preços relativamente baixos do petróleo, Atkinson respondeu:
“Do ponto de vista estratégico e de longo prazo, sim. Mas, como você mencionou, os preços estão baixos neste momento.”
Ele concluiu: “Existem desafios específicos relacionados ao aumento da produção na Venezuela – como o tipo de petróleo, os custos e a complexidade do processamento. Ainda assim, trata-se de um investimento de longo prazo, o que ajuda a explicar por que alguns investidores podem estar mais otimistas em relação a essas empresas.”
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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