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EXCLUSIVO CNBC: American Airlines vê petróleo como único fator de volatilidade, mas se diz preparada para 2027
Publicado 23/07/2026 • 20:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 23/07/2026 • 20:30 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A American Airlines encerrou o segundo trimestre com o melhor desempenho dos últimos dez anos e chega ao restante de 2026 confiante na evolução de suas receitas e margens, afirmou Robert Isom, CEO da companhia, em entrevista à CNBC.
“Primeiro, quero agradecer muito aos nossos membros da equipe. Eles trabalharam muito no segundo trimestre, transportaram mais passageiros do que qualquer outra companhia durante a Copa do Mundo e enfrentaram muitas interrupções operacionais causadas pelo clima. Estou muito orgulhoso do que fizeram. Tivemos receita recorde, excelente relação custo-benefício e o melhor desempenho do setor”, afirmou.
Segundo o executivo, a companhia pretende manter o foco na disciplina de custos e na geração de receitas ao longo do terceiro trimestre.
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“Conforme olhamos para o terceiro trimestre, vemos as mesmas capacidades. Vamos continuar sendo os melhores na gestão dos nossos custos e no desempenho das receitas. É nisso que estamos focados, junto com os nossos quatro pilares comerciais, que já mostraram resultados no segundo trimestre”, disse.
Questionado sobre o aumento das tarifas aéreas diante da alta do combustível de aviação, Isom afirmou que a demanda continua sustentando o crescimento das receitas da empresa.
“Temos cerca de 60% da receita do terceiro trimestre já reservada e vemos novamente um desempenho recorde de receita, além de uma melhora da receita unitária. Em comparação com 2019, as tarifas ainda permanecem abaixo do que poderiam ser em termos reais, mas estamos oferecendo aos clientes uma experiência melhor, uma rede mais eficiente e mais motivos para viajar conosco”, explicou.
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Segundo ele, o foco da companhia continua sendo agregar valor ao cliente para sustentar o crescimento da receita, mais do que simplesmente elevar preços.
“Tudo isso está baseado em uma melhor experiência para o cliente, em uma rede que leva as pessoas para onde elas querem ir e em programas de fidelidade que fortalecem esse relacionamento”, afirmou.
Apesar de a American Airlines ainda apresentar margens inferiores às de concorrentes como Delta Air Lines e United Airlines, Isom afirmou que a empresa já observa uma melhora consistente nos resultados.
“Se tivéssemos divulgado nossos resultados três semanas antes, quando as estimativas do mercado foram definidas, nossa projeção para o terceiro trimestre seria cerca de US$ 700 milhões (R$ 3,58 bilhões) melhor, e a estimativa para o ano inteiro seria aproximadamente US$ 1,6 bilhão (R$ 8,19 bilhões) superior. Isso mostra claramente a evolução do nosso desempenho”, afirmou.
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Segundo ele, a empresa entra no próximo ciclo em uma posição financeira bastante sólida.
“Estamos muito bem preparados para 2027. O único fator que continua trazendo volatilidade é o preço do petróleo, mas fomos feitos para lidar com isso. Temos o melhor balanço financeiro desde 2016, seguimos liderando em custos e contamos com uma equipe pronta para entregar resultados”, disse.
O CEO confirmou que a companhia decidirá nos próximos meses qual fabricante fornecerá sua próxima geração de aeronaves de fuselagem larga.
Segundo Isom, tanto a Boeing quanto a Airbus permanecem na disputa.
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“Sempre tivemos uma grande parceria com a Boeing, mas também somos a companhia que opera a maior frota de aeronaves Airbus do mundo. Eles querem participar do nosso crescimento. Esse pedido será importante porque estamos falando de aviões que serão entregues ao longo da década de 2030 e substituirão nossa frota de Boeing 777”, afirmou.
Ao comentar o impacto da volatilidade dos combustíveis, Isom afirmou que a indústria aérea já convive há décadas com ciclos de alta e baixa dos preços da energia.
“Ninguém tem uma bola de cristal, mas fomos feitos para isso. Estou na indústria há muito tempo e me lembro de períodos em que o petróleo permaneceu acima de US$ 100 (R$ 512) por barril durante muito tempo. Ainda assim, encontramos uma forma de manter a American Airlines e todo o setor lucrativos”, afirmou.
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Para o executivo, o segredo continuará sendo equilibrar capacidade, custos e demanda.
“Seremos inteligentes na gestão da capacidade e vamos continuar oferecendo aos clientes um produto que eles queiram comprar e que entregue valor. Espero que 2027 em diante seja um período extraordinário para a American Airlines. Ninguém tem mais potencial do que nós”, concluiu.
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