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Promotoria da Espanha pede 173 anos de prisão para ex-presidente do BBVA por espionagem

Publicado 19/03/2026 • 10:31 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Promotores espanhóis pedem 173 anos de prisão para Francisco González, ex-presidente do BBVA, por espionagem corporativa e violação de segredos
  • BBVA é acusado de contratar agência de ex-comissário Villarejo para vigiar políticos, jornalistas e empresários entre 2000 e 2018
  • Pena máxima efetiva na Espanha é de 40 anos, tornando simbólica a maior parte da sentença pedida pelo Ministério Público
BBVA

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O Ministério Público anticorrupção da Espanha pediu uma pena de 173 anos de prisão para Francisco González, ex-presidente do BBVA, segundo maior banco do país. González, de 81 anos, é acusado de ter contratado uma agência de espionagem privada para vigiar políticos, jornalistas e empresários durante os 18 anos em que comandou a instituição. Ele nega qualquer irregularidade.

O número impressiona, mas esbarra num limite legal: a pena máxima efetiva na Espanha é de 40 anos. Os 173 anos pedidos pelos promotores são, na prática, simbólicos.

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A conta dos crimes

A acusação divide o pedido em duas partes. Promotores pedem cinco anos por corrupção ativa e outros 168 anos distribuídos em 42 acusações de descoberta e divulgação de segredos. Além de González, outros dez indivíduos e o próprio BBVA figuram entre os réus. O banco enfrenta pedido de multa superior a 184 milhões de euros, equivalente a cerca de US$ 211 milhões.

Villarejo, o espião do BBVA

O eixo do escândalo é José Manuel Villarejo, ex-comissário da polícia espanhola que administrava a agência contratada pelo BBVA. O Ministério Público pede 174 anos de prisão para ele, um ano a mais do que para González.

Villarejo não é réu primário. Em 2023, foi condenado a 19 anos de prisão em um caso separado, no qual um tribunal o considerou culpado de gravar secretamente centenas de figuras públicas e orquestrar campanhas de descrédito a pedido de clientes influentes. Suas gravações já constrangeram o ex-rei Juan Carlos I e diversos políticos e ex-ministros espanhóis.

BBVA sob investigação desde 2019

O BBVA foi colocado sob investigação em julho de 2019, após denúncias de que teria contratado a agência de Villarejo para espionar alvos de interesse durante a gestão de González, entre 2000 e 2018. Em fevereiro deste ano, os tribunais espanhóis rejeitaram todas as alegações preliminares da defesa, abrindo caminho para o julgamento. Ainda não há data marcada para o início do processo.

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