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Brazil Week: País pode liderar reindustrialização do Ocidente, diz CEO da Sigma Lithium
Publicado 13/05/2026 • 20:40 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 13/05/2026 • 20:40 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O Brasil tem condições de se tornar um dos grandes líderes da reindustrialização do Ocidente, disse Ana Cabral, CEO da Sigma Lithium, durante a Brazil Week, em Nova York.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, a executiva afirmou que o país reúne recursos naturais, energia elétrica abundante e competitiva, tecnologia e capacidade industrial para atrair capital estrangeiro em larga escala.
“Nós temos tudo para sermos um dos grandes líderes dessa reindustrialização do Ocidente”, pontuou.
Segundo Ana, eventos como a Brazil Week ajudam a mostrar ao mercado internacional a força competitiva do Brasil. Para ela, o país ainda não tem plena consciência do seu papel global, apesar de ter empresas capazes de competir em escala internacional.
“O Brasil, como os Estados Unidos, é um país de dimensões continentais que não se dá conta da sua competitividade no mundo”, disse. “O que nós precisamos fazer mais vezes é colocar uma grande vitrine no nosso país e nos apresentarmos para o mundo em bloco.”
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A CEO da Sigma afirmou que o capital estrangeiro busca eficiência competitiva, algo que, segundo ela, o Brasil tem. Ana chamou essa capacidade de “engenharia da escassez”: produzir mais com menos em um ambiente com menor disponibilidade de capital.
“Nós fazemos mais com menos no Brasil de maneira geral e na Sigma em particular”, afirmou. “É isso que atrai o capital global.”
Ana também fez ressalvas ao debate sobre terras raras e minerais críticos. Segundo ela, não é correto agrupar todos os elementos em uma mesma categoria, porque cada mineral tem dinâmica própria de oferta e demanda.
“O lítio não é raro e nem o minério de ferro é raro. Então o lítio está mais para minério de ferro do que para qualquer outra coisa”, disse.
Ao comentar a agregação de valor na cadeia produtiva, a CEO afirmou que a Sigma transforma um minério de baixo valor em um produto de preço muito superior no mercado internacional.
“Nós agregamos muito valor ao recurso natural, para ser precisa, 50 vezes valor, mais do que 4.000%”, afirmou. Segundo ela, o processo transforma um minério de cerca de US$ 50 em um produto de quase US$ 3.000 por tonelada.
A executiva disse ainda que a companhia tem margem Ebitda publicada de 36%, próxima de 40% trimestre a trimestre, e margem bruta de quase 60% nos preços atuais.
“Isso é agregação de valor”, afirmou. “Você tem aqui um negócio que cria margens, que gera caixa.”
Ana também defendeu que a discussão sobre valor agregado precisa considerar a rentabilidade real de cada elo da cadeia. Ela citou o setor de baterias como exemplo de atividade de margens mais apertadas, apesar de estar mais próximo do fim da cadeia produtiva.
“Às vezes você vai para um negócio lá no final da cadeia que não agrega tanto valor assim”, disse. “O negócio de baterias é extremamente difícil.”
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A CEO afirmou que a agregação de valor também passa pela distribuição de prosperidade. Segundo ela, a Sigma tem programas de inclusão produtiva no Vale do Jequitinhonha que geraram 21 mil postos de trabalho sem relação direta com a atividade industrial da companhia.
“Agregar valor também é distribuir prosperidade. Isso nós fazemos muito bem no Vale do Jequitinhonha”, afirmou.
Ana disse que a Sigma está executando planos para dobrar sua capacidade produtiva até 2027 e triplicá-la até o fim do mesmo ano. Segundo ela, a expansão é viável pela competitividade da operação e pela capacidade de acessar recursos de mercado.
“O conceito que estamos executando é dobrar a capacidade produtiva até 2027 e, ao final de 2027, triplicar a capacidade produtiva”, disse.
Para a CEO, a tese da Sigma combina recursos naturais, energia renovável, tecnologia, inovação, agregação de valor e distribuição de prosperidade.
“É o Brasil da energia renovável, é o Brasil dos engenheiros da escassez, é o Brasil da tecnologia e da inovação, é o Brasil da agregação de valor e é o Brasil da distribuição de prosperidade”, afirmou.
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