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Linha do tempo: como os sócios da Naskar abandonaram a sede e sumiram com o dinheiro de investidores 

Publicado 12/05/2026 • 06:00 | Atualizado há 2 dias

KEY POINTS

  • A crise envolvendo a Naskar Gestão de Ativos Ltda. ganhou novos capítulos após clientes relatarem alterações internas e financeiras.
  • A empresa já apresentava sinais de esvaziamento, incluindo o abandono da sede oficial em São Paulo.
  • Funcionários do local afirmaram que a fintech deixou o imóvel entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026.

Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC

O que faz Naskar? Empresa desapareceu após sumiço de quase R$ 1 bilhão

A crise envolvendo a Naskar Gestão de Ativos Ltda. ganhou novos capítulos após clientes relatarem o desaparecimento dos sócios e a interrupção dos pagamentos prometidos pela fintech. Antes mesmo do colapso público, a empresa já apresentava sinais de esvaziamento, incluindo o abandono da sede oficial em São Paulo e o fechamento de filiais sem aviso aos investidores.

Além do desaparecimento de valores girando em torno de R$ 1 bilhão, o caso incomum ganha ainda mais destaque pela movimentação praticamente silenciosa da companhia.

Leia também: Ex-jogador de vôlei e ex-ESPN está entre sócios da Naskar, fintech que sumiu com quase R$ 1 bilhão de clientes

Abandono da sede

A reportagem do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC esteve no endereço oficial da Naskar, na Vila Olímpia, em São Paulo, e constatou que a empresa não ocupa mais o espaço. Funcionários do local afirmaram que a fintech deixou o imóvel entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026.

A mudança aconteceu meses antes da interrupção dos pagamentos e do desaparecimento dos três sócios. A companhia continuou mantendo o endereço registrado oficialmente na Receita Federal.

Clientes que tentaram localizar a companhia após a crise encontraram uma sede vazia, apesar do CNPJ permanecer ativo no mesmo endereço indicado.

Mudança ainda em 2024

A sequência de acontecimentos levantou suspeitas sobre uma possível alteração planejada na estrutura da empresa antes do colapso financeiro. Em dezembro de 2024, José Maurício Volpato, conhecido como Maurício Jahu, passou a aparecer como diretor da 7trust Finance IP S/A.

O Banco Central identificou a companhia como uma instituição de pagamento em processo de autorização. Além disso, Rogério Vieira, outro sócio da Naskar, aparece como presidente da mesma empresa. 

Encerramento simultâneo

utro movimento chamou atenção em 1º de abril de 2025. Na data, a Naskar encerrou ao mesmo tempo as três filiais da empresa. As unidades de Brasília, Curitiba e Rio de Janeiro tiveram os CNPJs baixados na Receita Federal no mesmo dia.

Segundo as informações, nenhum cliente recebeu comunicado sobre o fechamento das operações da Naskar e nem das possíveis alterações internas da empresa.

Pagamentos pararam em 2026

O caso envolvendo a empresa ganhou repercussão pública em maio de 2026, quando a Naskar deixou de fazer os pagamentos mensais previstos para o dia 4. Ao mesmo tempo, o aplicativo da empresa saiu do ar e os três sócios deixaram de responder aos clientes e investidores.

Com isso, as reclamações cresceram rapidamente nas redes sociais e em grupos de investidores que relataram perdas milionárias. 

Empresa pode ter migrado para Alphaville

Com a saída da sede oficial, possíveis informações de que a Naskar teria transferido duas operações para Alphaville, em Barueri, São Paulo, rodam entre os investidores e clientes. Na região aparecem duas outras empresas ligadas a Maurício Jahu e Arantes.

Entre elas estão a Next Gestão de Ativos Ltda. e a Nextgen Gestão Financeira Ltda. Ainda de acordo com relatos, a fintech também não informou os clientes sobre essas possíveis mudanças.

Leia também: Fintech Naskar, que oferecia remuneração maior que do Banco Master, desaparece com R$ 1 bi dos clientes

Polícia investiga possível pirâmide

Com a saída suspeita da sede oficial na Vila Olímpia, a Polícia Civil do Distrito Federal investiga o caso sob suspeita de estelionato ou pirâmide financeira. Além disso, o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) não tinham a Naskar registrada como instituição autorizada a captar recursos dos clientes.

Com isso, o caso envolvendo a Naskar gira em torno de quase R$ 1 bilhão em prejuízos relatados por clientes e segue sob investigação das autoridades.

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