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Ex-jogador de vôlei e ex-ESPN está entre sócios da Naskar, fintech que sumiu com quase R$ 1 bilhão de clientes
Publicado 09/05/2026 • 07:30 | Atualizado há 5 dias
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Publicado 09/05/2026 • 07:30 | Atualizado há 5 dias
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Reprodução
Maurício Jahu é ex-Seleção Brasileira e foi apresentador da ESPN
A Naskar Gestão de Ativos Ltda. existia há quase 13 anos quando deixou de pagar seus clientes, no início de maio de 2026. Durante esse tempo, operou em silêncio, fora do radar dos reguladores, prometendo 2% ao mês a quem lhe confiasse dinheiro. Quando os pagamentos pararam, três homens sumiram junto com eles.
São eles: José Maurício Volpato, conhecido como Maurício Jahu; Marcelo Liranço Arantes; e Rogério Vieira.
Os três aparecem em documentos públicos consultados pelo Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC como sócios da Naskar. O principal registro está no Diário Oficial do Estado de São Paulo de 7 de outubro de 2020. Naquele dia, foi publicada a alteração contratual que transformou a Naskar Holding Ltda. em Naskar Holding S/A.
No documento, Jahu, Arantes e Vieira são descritos como os “únicos sócios” da sociedade. Mostra, ainda, uma reestruturação jurídica: a empresa deixou de ser limitada e passou a operar como sociedade por ações.
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A empresa teria captado entre R$ 850 milhões e R$ 900 milhões de clientes, segundo apuração do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC. O Grupo Nexco, distribuidora que levou investidores à plataforma, ajuizou ação cautelar e estima que sua própria base tenha sido afetada em R$ 288 milhões.
A Polícia Civil do Distrito Federal abriu apuração para investigar suspeitas de estelionato ou pirâmide financeira. O Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) não tinham a Naskar em seus cadastros públicos como instituição autorizada a oferecer produtos financeiros.
A transformação da Naskar em sociedade por ações, em 2020, ajuda a entender quem estava no comando da empresa antes do colapso.
Na ata publicada no Diário Oficial, os três sócios aprovaram a conversão da Naskar Holding Ltda. em Naskar Holding S/A. O capital social informado era de apenas R$ 15 mil, dividido igualmente entre eles.
Outro ponto que chama a atenção é a remuneração global anual da diretoria, fixada em R$ 22 mil. O valor equivale a menos de R$ 2 mil por mês para toda a chefia, em uma empresa que, anos depois, seria associada a uma operação de quase R$ 1 bilhão.
No mesmo ato, os diretores declararam não estar impedidos de exercer a administração da sociedade. Também afirmaram não ter condenações por crimes falimentares, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato, contra a economia popular ou contra o sistema financeiro nacional.
O nome mais público entre os três sócios é José Maurício Volpato, o Maurício Jahu.
Nascido em Jaú, no interior de São Paulo, ele construiu carreira no vôlei profissional e chegou à Seleção Brasileira. Depois das quadras, migrou para a televisão e se tornou uma das vozes mais conhecidas do vôlei na ESPN Brasil.
Jahu trabalhou por cerca de 20 anos na emissora, onde participou de programas como o SportsCenter e apresentou o Por Dentro do Vôlei. Em 2017, a ESPN decidiu não renovar seu contrato.
Depois da saída da televisão, seu nome passou a aparecer em bases empresariais ligadas a companhias do setor financeiro. Além da Naskar, Jahu figura como sócio ou administrador em outras empresas com endereço em Alphaville, em Barueri, na Grande São Paulo.
Entre elas estão a Next Gestão de Ativos Ltda. e a Nextgen Gestão Financeira Ltda. Ele também aparece como diretor da 7Trust Finance IP S/A, empresa registrada como sociedade anônima fechada e que consta em base do Banco Central com status “Pendente de Validação”. A 7Trust tem outro sócio da Naskar em sua estrutura: Rogério Vieira aparece como presidente da companhia. Dois dos três sócios da Naskar estão, portanto, na diretoria de uma instituição de pagamento cujo processo de autorização ainda não havia sido validado pelo regulador.
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Marcelo Liranço Arantes é o sócio de perfil mais operacional e discreto.
Seu nome aparece ao lado de Jahu e Rogério Vieira na ata de transformação da Naskar em S/A, em 2020. No documento, ele também consta entre os administradores da companhia.
Ao contrário de Jahu, Arantes não tem presença pública conhecida. Não há registros relevantes de aparições anteriores na imprensa.
Em bases empresariais, ele aparece associado a outras companhias do setor financeiro, incluindo estruturas com endereço em Alphaville. Uma delas é a mesma empresa em que Jahu também figura: a Next Gestão de Ativos Ltda.
O terceiro sócio é Rogério Vieira.
Assim como Jahu e Arantes, ele aparece no documento de 2020 como um dos únicos sócios da Naskar Holding Ltda. no momento da transformação em sociedade por ações.
Vieira também tem perfil discreto. Nas bases empresariais, aparece ligado à Naskar e a outras empresas do ramo financeiro. Em registros de filiais baixadas da companhia, seu nome surge associado a um endereço na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
A Naskar tinha capital social declarado de R$ 15 mil em 2020. Anos depois, segundo relatos de clientes e empresas que levaram investidores à plataforma, a operação já se aproximava de R$ 1 bilhão.
A promessa era simples e agressiva: 2% ao mês de rentabilidade. Para investidores, a empresa se apresentava como uma alternativa de retorno elevado. Para reguladores, porém, a Naskar não aparecia nos cadastros públicos como instituição autorizada.
No ambiente digital, a empresa operava a marca Naskar Bank e mantinha aplicativos voltados a clientes e captadores, como o Naskar Cliente e o Naskar Agente. Este último era direcionado a pessoas que levavam investidores para a plataforma.
Clientes relatam que acompanhavam saldos e rendimentos pelos canais digitais da empresa. Depois que os pagamentos deixaram de ser feitos, passaram a enfrentar instabilidade no site, dificuldade de contato e mensagens genéricas de suporte técnico.
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“A Naskar informa que iniciou um processo interno de auditoria após identificar inconsistências em sua base de dados. As equipes técnicas seguem atuando na revisão e validação das informações, visando garantir segurança e precisão no tratamento dos dados. Os clientes serão atualizados o mais breve possível.”
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