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Paramount conclui venda da UCI no Brasil para a Cia Brasileira de Cinemas

Publicado 25/08/2026 • 07:55 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A Paramount Skydance concluiu a venda das operações da rede de cinemas UCI no Brasil para a Cia Brasileira de Cinemas.
  • O negócio encerra uma negociação que se estendeu por mais de um ano e contou com o interesse de outros grupos internacionais.
  • A operação brasileira da UCI está deixando a estrutura ligada à antiga National Amusements.
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AFP

A Paramount Skydance concluiu a venda das operações da rede de cinemas UCI no Brasil para a Cia Brasileira de Cinemas, empresa criada em uma parceria entre a Cine Araújo e o Grupo Vila Rica, controlador da Cineart e da Cineart Filmes.

A operação foi formalmente comunicada ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O negócio encerra uma negociação que se estendeu por mais de um ano e contou com o interesse de outros grupos internacionais. Com a transação, a operação brasileira da UCI deixa a estrutura ligada à antiga National Amusements, holding que pertenceu à família Redstone e esteve na origem do grupo que resultou na Paramount.

Leia também: Paramount e Procuradoria-Geral da Califórnia devem se reunir para discutir acordo em processo sobre a Warner Bros. Discovery.

Nova operação reúne 25 complexos

De acordo com a Exame, a Cia Brasileira de Cinemas passa a controlar 25 complexos da UCI, com mais de 200 salas. A compra amplia a presença das duas empresas em diferentes regiões do país, incluindo mercados nos quais ainda não tinham atuação.

Apesar da sociedade para adquirir a UCI, Cine Araújo e Cineart continuarão administrando separadamente os cinemas que já operam com suas próprias marcas.

Considerando as operações anteriores das duas redes e o portfólio adquirido, a estrutura conjunta chega a 66 complexos e 432 salas. A Cine Araújo passa, nesse cenário, a ocupar a terceira posição entre as maiores exibidoras do país em número de salas, atrás de Cinemark e Cinépolis.

A operação faz parte de um processo mais amplo de reorganização dos ativos de exibição cinematográfica da Paramount. No exterior, o grupo também vendeu recentemente 13 unidades da rede Showcase nos Estados Unidos para a belga Kinepolis e procura compradores para a operação argentina.

Leia também: Procurador-geral da Califórnia acusa Paramount de agir de má-fé e cancela reunião sobre fusão com Warner Bros.

Cade analisa concentração em Manaus

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A aquisição foi submetida à análise do Cade e deverá receber uma avaliação concorrencial mais aprofundada em Manaus.

Na capital amazonense, a combinação das duas unidades da UCI, localizadas nos shoppings Manauara e Sumaúma Park, com o complexo da Cine Araújo no Manaus ViaNorte faria a nova empresa alcançar entre 50% e 60% da receita de bilheteria da cidade, segundo os dados apresentados no processo.

O caso pode exigir medidas específicas do órgão de defesa da concorrência antes da conclusão regulatória da operação.

Mais salas, mas público ainda abaixo do pré-pandemia

A negociação ocorre em um mercado que ampliou sua capacidade física, mas ainda enfrenta dificuldades para recuperar o público perdido nos últimos anos.

Segundo dados da Agência Nacional do Cinema (Ancine), o Brasil terminou 2025 com 3.544 salas, o maior número já registrado no país. Mesmo com a expansão da oferta, foram vendidos 112,8 milhões de ingressos no ano, 10% menos que em 2024.

Leia também: Paramount e Warner: concentração do mercado pode pressionar preços e reduzir produção

A distância em relação ao período anterior à pandemia permanece significativa. Em 2019, os cinemas brasileiros receberam 177,7 milhões de espectadores.

A bilheteria também recuou: a receita total chegou a R$ 2,3 bilhões em 2025, ante R$ 2,49 bilhões no ano anterior. O desempenho ocorre em meio à mudança nos hábitos de consumo de filmes, à redução do intervalo entre a estreia nos cinemas e a chegada aos serviços de streaming e à concorrência das plataformas de vídeo por assinatura.

Para o setor, esses fatores indicam que a frequência aos cinemas pode ter se estabilizado em um nível inferior ao observado antes da crise sanitária, mesmo com a expansão do número de salas.

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