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Casas Bahia: executivos da empresa estão sob escolta após ameaças de gestora de fundos

Publicado 25/08/2026 • 20:45 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A Casas Bahia colocou parte de sua cúpula sob proteção de segurança privada.
  • Executivos da empresa relataram intimidação de uma gestora de fundos que tem créditos contra a companhia.
  • Um dos dirigentes da gestora teria pressionado a administração para retirar determinados créditos da recuperação judicial e feito ameaças durante as conversas.

Foto: reprodução

Casas Bahia é investigada pela Polícia Federal por suspeita de alteração de dados de faturamento usados no cálculo de bônus e premiações de gerentes.

A Casas Bahia colocou parte de sua cúpula sob proteção de segurança privada após executivos relatarem intimidação de uma gestora de fundos que tem créditos contra a companhia. A medida ocorre dias depois de a varejista pedir recuperação judicial, em meio a um passivo sujeito ao processo de R$ 17,3 bilhões.

Segundo fontes, a reação de um dos principais credores ocorreu após a empresa ingressar com o pedido na Justiça. Um dos dirigentes da gestora, que possui cerca de R$ 700 milhões em operações relacionadas à Casas Bahia, teria pressionado a administração para retirar determinados créditos da recuperação judicial e feito ameaças durante as conversas.

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Escolta para executivos

A empresa procurou serviços de segurança para integrantes das áreas financeira e jurídica e para membros da presidência. A companhia também consultou executivos de outras empresas que passaram por processos semelhantes para entender como proceder diante de situações de pressão sobre a administração.

Segundo o Valor Econômico, a Casas Bahia decidiu adotar a escolta depois de uma gestora credora pressionar a administração e fazer ameaças durante as discussões sobre a recuperação judicial. A empresa avalia manter a proteção enquanto o ambiente permanecer mais sensível e poderá interromper a medida posteriormente.

A pressão está relacionada à discussão sobre quais créditos devem ficar sujeitos à recuperação judicial. A gestora entende que suas operações não deveriam integrar a relação de credores submetidos ao processo, enquanto parte dos créditos financeiros da companhia foi incluída nessa categoria.

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Pedido ainda está em análise

O pedido de recuperação judicial ainda não foi formalmente deferido pela Justiça. Atualmente, o processo está na etapa de constatação prévia, em que são verificadas as informações e a documentação apresentadas pela empresa.

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Essa análise pode durar até 30 dias. Ao final, será produzido um laudo que servirá de subsídio para a decisão sobre o prosseguimento do processo.

Se a documentação for considerada regular, a recuperação avança para a etapa de negociação com os credores. A Casas Bahia deverá apresentar um plano para reorganizar suas obrigações, que será submetido à avaliação e votação dos credores.

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Caminhos após a votação

A rejeição de uma primeira proposta não encerra necessariamente o processo. Dependendo das circunstâncias, pode haver espaço para uma nova proposta ou para outras medidas previstas na legislação.

Se não houver acordo e as alternativas de recuperação forem esgotadas, a falência pode entrar em discussão. Nesse cenário, os ativos da empresa podem ser utilizados para o pagamento dos credores conforme as regras legais.

Enquanto a análise judicial prossegue, a Casas Bahia também vem adotando medidas para reduzir despesas e ajustar sua operação, incluindo fechamento de lojas e demissões. Essas iniciativas não fazem parte diretamente da análise sobre o deferimento da recuperação judicial e seguem seus próprios procedimentos, inclusive na esfera trabalhista.

Por enquanto, o próximo marco do caso é a conclusão da constatação prévia. A partir dela, a Justiça decidirá se o processo seguirá para a negociação formal entre a companhia e seus credores.

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