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Ações da Novo Nordisk disparam 8% após a Hims & Hers retirar medicamento rival do mercado
Publicado 09/02/2026 • 06:34 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 09/02/2026 • 06:34 | Atualizado há 4 meses
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Reprodução
As ações da Novo Nordisk dispararam 8% nesta segunda-feira (9) após a Hims & Hers anunciar que vai retirar do mercado sua pílula para emagrecimento que imitava o Wegovy.
A farmacêutica dinamarquesa, fabricante do Wegovy, e a agência reguladora americana FDA (Food and Drug Administration) haviam ameaçado tomar medidas legais contra a empresa de telemedicina Hims & Hers, que informou no fim de semana que não venderá mais a versão alternativa do medicamento, oferecida por apenas US$ 49, cerca de US$ 100 a menos do que o preço cobrado pela Novo em sua plataforma direta ao consumidor, a NovoCare.
“Desde que lançamos a pílula de semaglutida manipulada em nossa plataforma, tivemos conversas construtivas com diferentes agentes da indústria”, publicou a Hims & Hers nas redes sociais no sábado. “Como resultado, decidimos encerrar a oferta desse tratamento. Seguimos comprometidos com os milhões de americanos que dependem de nós para ter acesso a cuidados seguros, acessíveis e personalizados.”
A notícia da versão de US$ 49 do Wegovy fez as ações da Novo e de sua principal rival, a Eli Lilly, despencarem na quinta-feira. Já os papéis da Hims dispararam inicialmente, mas depois reduziram os ganhos quando a Novo ameaçou entrar com uma ação judicial.
Leia também: Empresa retira pílula de emagrecimento do mercado após ameaças de processo judicial
No início do pregão desta segunda-feira, as ações da Novo subiam 8,2%, embora ainda acumulem queda de quase 50% nos últimos 12 meses. A Hims recuava 13,6% no pré-mercado, enquanto os papéis da Lilly caíam 2,4%.
Os papéis da Novo Nordisk vêm registrando forte desvalorização no último ano, em parte por causa da pressão competitiva de empresas como a Eli Lilly e a própria Hims & Hers.
A Hims lucrou de forma significativa com a venda de versões manipuladas e injetáveis de semaglutida, explorando uma brecha regulatória que permite a outras companhias comercializar cópias de medicamentos quando os produtos originais estão em falta.
A semaglutida, princípio ativo do Wegovy e do Ozempic, já enfrentou escassez tanto nos Estados Unidos quanto na Europa, quando a demanda disparou no início do boom dos medicamentos GLP-1. Desde então, a Novo ampliou sua capacidade de produção, incluindo a compra da fabricante de envase Catalent por US$ 16,5 bilhões, e afirma ter resolvido os gargalos de fornecimento.
Até agora, não foram registradas faltas da versão em comprimido, lançada em janeiro deste ano.
Na sexta-feira, a FDA informou que pretende adotar “medidas decisivas” para restringir essas práticas em farmácias de manipulação, incluindo a Hims. “Essas ações buscam proteger os consumidores de medicamentos cuja qualidade, segurança ou eficácia a FDA não consegue verificar”, afirmou o órgão em comunicado.
Leia também: Primeira pílula GLP-1 para obesidade da Novo Nordisk é lançada nos Estados Unidos
A semaglutida comercializada pela Hims não é aprovada pela FDA, que também disse que vai intensificar a fiscalização sobre “publicidade enganosa direcionada ao consumidor”.
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Seguir no Google“Nos materiais promocionais, as empresas não podem afirmar que produtos manipulados e não aprovados pela FDA são versões genéricas ou equivalentes a medicamentos autorizados pela agência”, destacou o regulador.
A Novo tem citado repetidamente o cenário desafiador nos Estados Unidos, incluindo a concorrência com medicamentos manipulados, como um dos fatores para a desaceleração das vendas. Para 2026, a companhia projeta queda entre 5% e 13% tanto na receita quanto no lucro.
Na quinta-feira, a farmacêutica anunciou que tomará medidas legais contra a Hims.
“A conduta da Hims & Hers configura manipulação em escala industrial e representa um risco significativo à segurança dos pacientes”, afirmou a empresa em nota. “Este é mais um exemplo do histórico da Hims & Hers de enganar o público americano com produtos GLP-1 imitadores, algo sobre o qual a FDA já havia alertado anteriormente em razão de publicidade enganosa.”
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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