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Petróleo sobe após Trump prometer resposta ao Irã por mortes de militares americanos
Publicado 20/07/2026 • 20:16 | Atualizado há 3 semanas
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Publicado 20/07/2026 • 20:16 | Atualizado há 3 semanas
KEY POINTS
Os preços do petróleo fecharam em alta nesta segunda-feira (20) após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o Irã pagará pela morte de três militares americanos e os houthis, grupo aliado de Teerã no Iêmen, anunciarem um embargo marítimo contra a Arábia Saudita, aumentando as preocupações com a oferta global da commodity.
O Brent, referência internacional, avançou 1,27%, encerrando o dia cotado a US$ 89,22 por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, subiu 0,85%, para US$ 83,48 por barril. No acumulado do mês, os contratos registram valorização de cerca de 20% em meio à escalada do conflito entre Washington e Teerã.
“Sempre que o Irã matar um soldado americano, pagará muitas vezes por isso”, escreveu Trump na rede Truth Social. O presidente afirmou ainda que determinou ações ao secretário de Defesa, Pete Hegseth, ao chefe do Estado-Maior Conjunto, Daniel Caine, e aos líderes militares dos Estados Unidos.
Durante a madrugada, o Brent chegou a subir quase 4%, superando a marca de US$ 90 por barril, após a confirmação da morte de pelo menos três militares americanos nos confrontos recentes com o Irã.
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Posteriormente, os preços perderam força depois que o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, afirmou que negociações com os Estados Unidos ainda poderiam ocorrer, desde que atendessem aos interesses de Teerã.
No Iêmen, os houthis anunciaram um embargo marítimo contra a Arábia Saudita, medida que pode ampliar os impactos das interrupções no transporte de petróleo provocadas pelos ataques iranianos a navios no Estreito de Ormuz. O grupo também voltou a ameaçar o fechamento do Estreito de Bab el-Mandeb, rota estratégica que conecta o Mar Vermelho aos mercados globais.
A Arábia Saudita tem redirecionado milhões de barris de petróleo por dia por meio de um oleoduto até um terminal de exportação no Mar Vermelho, alternativa considerada fundamental para reduzir os impactos da guerra entre Estados Unidos e Irã sobre o abastecimento mundial.
Os Estados Unidos bombardearam alvos no Irã por nove noites consecutivas em resposta aos ataques contra petroleiros que transitam pelo Estreito de Ormuz. Segundo autoridades americanas, Teerã tenta obrigar embarcações a navegar por suas águas territoriais.
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Siga o Times | CNBCOs ataques já deixaram pelo menos dois tripulantes mortos e mais de uma dúzia de feridos neste mês.
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No fim de semana, um navio-tanque de derivados de petróleo foi atingido por um projétil na costa de Omã, provocando um incêndio a bordo, segundo o United Kingdom Maritime Trade Operations Centre (UKMTO). A tripulação abandonou a embarcação em segurança e foi resgatada por um rebocador.
A Organização Marítima Internacional (IMO) identificou o petroleiro como Kavomaleas, registrado sob bandeira de Malta.
Em resposta aos ataques americanos, o Irã lançou mísseis contra aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio. Segundo o jornal Kuwait Times, Teerã voltou a atingir uma usina de energia e dessalinização no Kuwait pelo segundo dia consecutivo. O país depende dessas instalações para o abastecimento de água potável.
Nos Estados Unidos, o preço médio da gasolina voltou a atingir US$ 4 por galão, de acordo com a AAA, refletindo a alta de 18% do petróleo americano ao longo do mês.
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Para Amrita Sen, fundadora e diretora de pesquisa da consultoria Energy Aspects, uma redução significativa no fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz, combinada com estoques globais reduzidos, pode levar o petróleo a superar US$ 100 por barril.
“O mercado ainda demonstra certa complacência, apesar da alta dos preços que já observamos”, afirmou Sen à CNBC.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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