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Dr. Inovação: Caneta produzida integralmente no Brasil coloca indústria farmacêutica nacional na rota da inovação global
Publicado 01/06/2026 • 20:00 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 01/06/2026 • 20:00 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Mais do que lançar uma nova caneta para controle glicêmico e perda de peso, a EMS passa a disputar espaço em uma área considerada estratégica para a indústria farmacêutica mundial. Para o médico, empresário e CEO da Horus AI, Pedro Batista, notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, a produção integral da semaglutida em território nacional representa um avanço tecnológico capaz de transformar o papel do Brasil no setor de medicamentos de alta complexidade.
Segundo o especialista, o diferencial do projeto não está apenas no desenvolvimento de um novo produto, mas na capacidade de dominar processos produtivos considerados sofisticados. “A EMS não só mostra para a Anvisa que tem capacidade de produzir sinteticamente uma droga de alta tecnologia, mas também para o FDA americano”, afirmou, durante sua participação no quadro Dr. Inovação nesta segunda-feira (1).
Batista destacou que a aprovação da fábrica da empresa em Hortolândia pelo órgão regulador dos Estados Unidos amplia as possibilidades de inserção internacional da companhia. “O Food and Drug Administration também já aprovou a fábrica da EMS em Hortolândia para produzir peptídeos no Brasil”, ressaltou.
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Ao comparar o medicamento brasileiro com produtos já conhecidos pelo mercado, o especialista afirmou que a inovação está relacionada ao método de produção da substância ativa.
De acordo com ele, enquanto a semaglutida utilizada em medicamentos tradicionais tem origem biológica, a versão desenvolvida pela EMS utiliza um processo sintético. “A semaglutida brasileira é produzida a partir de uma metodologia totalmente transformadora, com capacidade de produzir sinteticamente”, explicou.
Segundo Batista, essa tecnologia oferece vantagens relacionadas à estabilidade e ao controle do produto. “Melhora-se a capacidade de absorção e também a capacidade de durabilidade do produto, uma vez que ela tem mais controle de estabilidade”, afirmou.
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Ele acrescentou que a chamada síntese química em fase sólida amplia a escala de produção e reduz a dependência de processos biológicos. “A gente tem maior capacidade de produção e maior foco em produtos que têm mais estabilidade”, disse.
O executivo destacou que o projeto já recebeu R$ 1,2 bilhão em investimentos e conta com estrutura capaz de fabricar 40 milhões de canetas por ano.
Segundo ele, essa capacidade posiciona a empresa entre os principais fornecedores potenciais do mercado nacional. “A gente já tem um dos principais fornecedores para o mercado brasileiro, capaz de suportar grande parte dos pacientes que precisam”, afirmou.
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Batista relacionou o momento atual a outros movimentos considerados pioneiros da companhia no setor farmacêutico brasileiro. “Foi a mesma farmacêutica que, quando os genéricos ganharam espaço no Brasil, também esteve na vanguarda do desenvolvimento e lançou os primeiros genéricos do país”, destacou.
Além do mercado doméstico, o especialista vê potencial relevante para expansão internacional do produto.
Segundo ele, as projeções apontam para R$ 2 bilhões em exportações, reforçando a capacidade da indústria nacional de disputar espaço em mercados externos.
Batista afirmou ainda que o novo medicamento pode alterar significativamente a composição das receitas da empresa. “Pela primeira vez, pode ser que um dos produtos supere mais de 1% da responsabilidade pela receita da companhia”, disse.
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Na avaliação do executivo, o impacto potencial é expressivo. “É uma receita que faz com que uma farmacêutica brasileira passe a ter a possibilidade de mais de R$ 10 bilhões em faturamento no ano com um único fármaco”, afirmou.
Para Batista, a ampliação da produção nacional também pode contribuir para aumentar o acesso da população a tratamentos modernos.
Ao comentar a expectativa de redução de preços e expansão da oferta, ele defendeu que investimentos em tecnologia sejam acompanhados de estratégias voltadas à ampliação da cobertura da população. “Batemos a meta da possibilidade de ter mais capacidade de atendimento à população”, afirmou.
Segundo o especialista, a combinação entre inovação, produção em escala e desenvolvimento tecnológico pode ampliar o acesso a terapias avançadas. “A gente quer levar para a população alta capacidade de atendimento, tratamento e possibilidades terapêuticas cada vez maiores”, concluiu.
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