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EXCLUSIVO CNBC: Pílula contra obesidade atrai novos pacientes sem afetar venda de canetas, diz CEO da Novo Nordisk
Publicado 06/05/2026 • 21:00 | Atualizado há 5 dias
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Publicado 06/05/2026 • 21:00 | Atualizado há 5 dias
KEY POINTS
A versão oral do Wegovy abriu uma nova fase para a farmacêutica Novo Nordisk sem reduzir de forma relevante a demanda pelos medicamentos injetáveis da companhia para o tratamento da obesidade. É o que afirmou Maziar Mike Doustdar, CEO da farmacêutica dinamarquesa, em entrevista exclusiva à CNBC.
O executivo disse que o lançamento da pílula nos Estados Unidos superou as expectativas e ampliou o alcance da companhia no mercado de tratamentos GLP-1 para perda de peso. As vendas da pílula Wegovy somaram 2,26 bilhões de coroas dinamarquesas, cerca de US$ 354 milhões, no primeiro trimestre, quase o dobro da estimativa de analistas consultados pela Jefferies.
“Começamos muito bem, o que me deixa bastante confiante em relação ao futuro. Os números com a pílula falam por si”, afirmou Doustdar.
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Segundo o CEO, a adesão dos pacientes ao comprimido tem sido positiva nas primeiras semanas de uso. Ele afirmou que cerca de 20% dos pacientes já estão nas doses mais altas e disse que a exigência de esperar 30 minutos antes da refeição não tem aparecido como barreira relevante.
“Estamos apenas a 16 semanas. Não houve desistências. Isso é relevante. As pessoas estão permanecendo com o comprimido”, disse.
Doustdar também afirmou que a pílula tem atraído principalmente novos pacientes para a classe GLP-1. Segundo ele, 80% dos usuários são novos na terapia, enquanto a migração de pacientes que já usavam os injetáveis da Novo Nordisk é pequena.
“Os pacientes que vêm de nossos injetáveis são muito poucos, quase nenhum”, afirmou. “Não está havendo canibalização, mas um efeito sinérgico.”
O executivo disse que a combinação entre a pílula e a caneta injetável fortaleceu a posição da Novo Nordisk no mercado americano. De acordo com ele, a companhia responde por 65% das novas prescrições de marca de GLP-1 nos Estados Unidos.
A farmacêutica também informou que pretende lançar a pílula Wegovy fora dos Estados Unidos no segundo semestre de 2026, dependendo de aprovações regulatórias. Doustdar afirmou que o fornecimento do produto não é um problema neste momento, em contraste com os gargalos enfrentados no início da expansão dos injetáveis.
“A melhor informação que posso te dar é que o fornecimento não é um problema”, disse. “Talvez a prova disso seja o anúncio que fizemos hoje de que lançaremos a pílula fora dos Estados Unidos na segunda metade do ano.”
O CEO não detalhou quais mercados receberão o produto primeiro, citando questões concorrenciais. Ele afirmou, porém, que a Novo Nordisk pretende usar tanto canais tradicionais quanto plataformas digitais de saúde para ampliar o alcance do medicamento fora dos Estados Unidos.
Doustdar disse que a presença da companhia em cerca de 80 mercados deve ajudar na expansão internacional. “Temos uma longa história de atuação com nossa equipe de vendas, nossos afiliados e a infraestrutura necessária”, afirmou.
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