Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Dr. Inovação: Chip transforma pensamento em voz e abre nova fronteira na saúde, diz Pedro Batista
Publicado 28/09/2026 • 17:22 | Atualizado há 51 minutos
Anthropic lança modelo de IA Claude Sonnet 5.5, o segundo desde o apelo do CEO por desaceleração
AMD adquire a World Labs em negócio avaliado em US$ 8,2 bilhões
Elon Musk e SpaceXAI são intimados pela cidade de Nova York em investigação sobre segurança de IA
Polícia investiga possível ligação com o Irã em suspeita de plano de atentado contra base aérea britânica usada pelos EUA
LeBron James já impulsiona demanda por ingressos e produtos oficiais do Philadelphia 76ers
Publicado 28/09/2026 • 17:22 | Atualizado há 51 minutos
KEY POINTS
A capacidade de transformar a intenção de fala em uma voz sintetizada representa um novo avanço das interfaces entre cérebro e máquina, segundo Pedro Batista, médico, empresário e notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Em sua participação no quadro Dr. Inovação desta segunda-feira (28), o especialista analisou o caso do americano Terence Mandable, que perdeu a capacidade de falar devido à esclerose lateral amiotrófica (ELA) e voltou a se comunicar por meio de implantes capazes de captar a atividade cerebral e interpretá-la com auxílio de software.
“A IA realmente está transformando várias verticais da economia. E na saúde não é diferente”, destacou Batista.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais com um vídeo no qual o paciente olha para uma tela, chama a esposa e consegue dizer “eu te amo”. Segundo Pedro Batista, trata-se da aplicação de uma interface cérebro-máquina para recuperar uma forma de comunicação perdida pela progressão da doença.
Leia também: Dr. Inovação: Saúde investe em IA, mas falta de preparo impede resultados práticos, diz Pedro Batista
Pedro Batista explicou que o paciente recebeu chips e eletrodos implantados no cérebro, capazes de captar os padrões elétricos associados à intenção de fala. Esses sinais são enviados para um sistema que procura identificar a informação produzida pelo cérebro.
“Baseado na interpretação de todos esses micropadrões energéticos que passam pelo cérebro, esse dispositivo consegue mandar para um captador todas as informações geradoras de uma potencial fala”, explicou.
Em termos simplificados, o sistema identifica a tentativa de falar, os implantes registram os sinais e um software interpreta essa atividade, transforma a intenção em texto e pode sintetizá-la em voz.
No caso da ELA, segundo Pedro, a tecnologia se beneficia do fato de que o pensamento e determinados sinais cerebrais continuam preservados, embora a doença comprometa progressivamente a transmissão dos comandos aos músculos.
Leia também: Dr. Inovação: Planos de saúde crescem, mas custos ameaçam rentabilidade do setor, avalia Pedro Batista
“O sinal cerebral existe. O ímpeto do sinal acontece ainda. É por isso que esses captadores conseguem agregar essas informações que foram produzidas na região da fala do cérebro para poder enviar para o software que decodifica”, ressaltou.
O médico alertou, entretanto, que isso não significa que a mesma solução possa ser imediatamente aplicada a qualquer pessoa que tenha perdido a fala, como pacientes que sofreram determinados tipos de AVC. Se a região cerebral responsável por produzir o sinal tiver sido destruída, não haverá atividade correspondente para ser captada pelo dispositivo.
“Se o tecido cerebral não produz mais, se houve morte daquela parte daquele tecido cerebral, não tem como”, ponderou.
O potencial das interfaces cérebro-máquina, segundo Pedro Batista, não se restringe à comunicação verbal. O mesmo princípio pode ser estudado para captar outros comandos produzidos pelo cérebro e convertê-los em ações externas.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCLeia também: Dr. Inovação: Saúde paga do próprio bolso avança e pode superar SUS em recursos, diz Pedro Batista
“Isso vale não só para a fala. Isso vale para a mobilização de membros, isso vale para a gente conseguir entender outros padrões de estímulos também produzidos pelo cérebro”, observou.
O desafio está em estabelecer uma interface capaz de interpretar corretamente a informação elétrica cerebral e convertê-la em uma resposta externa.
Para que essa tecnologia chegue a uma parcela maior da população, porém, ele considera necessário ampliar o número de pacientes estudados, os procedimentos realizados e o volume de informações clínicas disponíveis.
“A gente precisa de mais pacientes, a gente precisa de mais procedimentos cirúrgicos e de um estudo clínico aprimorado para que isso possa vir à população”, disse.
Leia também: Dr. Inovação: Saúde mental vira obrigação para empresas com novas regras trabalhistas
Segundo o médico, a expansão precisa ocorrer com atenção à segurança e à capacidade de a tecnologia entregar os resultados esperados antes de uma utilização mais ampla.
Pedro Batista também chamou atenção para o volume crescente de recursos destinados ao desenvolvimento dessas tecnologias, especialmente a partir de 2022.
De acordo com o especialista, algumas das principais empresas que vêm apresentando avanços passaram a receber investimentos que chegam a dezenas ou centenas de milhões de dólares.
Entre elas está a Neuralink, uma das companhias que mais têm divulgado resultados relacionados a interfaces cérebro-máquina. Batista ressaltou, contudo, que os resultados ainda são iniciais, apesar do potencial demonstrado.
“São resultados iniciais, mas que chamam muita atenção, porque a IA está sendo capaz de interpretar com cada vez mais assertividade o que é produzido dentro do nosso cérebro”, avaliou.
Leia também: Dr. Inovação: Mercado ilegal de canetas emagrecedoras cresce e amplia riscos à saúde pública
Para Pedro Batista, o avanço dessas tecnologias mostra que aplicações antes associadas principalmente à ficção científica estão progressivamente mais próximas da realidade, embora ainda dependam de pesquisa, testes clínicos e comprovação de segurança antes de alcançarem uso em larga escala.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Snoopy no Starbucks: quanto vai custar a coleção de Halloween no Brasil?
2
Após morte, cantor Rick deixa suposta herança milionária; veja valor
3
Preços do petróleo caem após notícia de que Arábia Saudita pretende reativar oleoduto estratégico nesta semana
4
Banco Master acumulou bilhões em pré-precatórios ligados a processos nas altas cortes da justiça
5
Daniel Vorcaro reservou mansão de luxo para ministro Nunes Marques no Carnaval de 2025