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Dr. Inovação: Saúde paga do próprio bolso avança e pode superar SUS em recursos, diz Pedro Batista
Publicado 24/08/2026 • 16:09 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 24/08/2026 • 16:09 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O pagamento direto por consultas, exames e procedimentos médicos pode caminhar para se tornar o maior sistema de saúde do Brasil em volume de recursos, diante do avanço desse mercado e das dificuldades de acesso aos planos de saúde, segundo Pedro Batista, médico, empresário e notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Em sua participação nesta segunda-feira (24) durante a programação do canal, o notável explicou que o chamado out of pocket já movimenta centenas de bilhões de reais no país e deixou de ser uma alternativa restrita à população de maior renda.
Segundo os dados apresentados durante a entrevista, os gastos particulares com saúde somaram R$ 317 bilhões em 2024, colocando esse segmento como a segunda maior fonte de recursos da saúde brasileira, atrás apenas do Sistema Único de Saúde (SUS) e à frente da saúde suplementar.
“O out of pocket é o famoso particular, ou seja, é aquela medicina de que nossos avós, quando tinham a necessidade, ainda que não existisse o SUS, que não existissem os planos de saúde, pagavam do próprio bolso para ter acesso ao médico”, explicou Batista. Segundo ele, a modalidade permite buscar “respostas rápidas” e consultas dentro do período em que o próprio paciente necessita de atendimento.
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Batista estima que uma parcela expressiva da população brasileira já desembolse recursos diretamente para cuidar da saúde. Para ele, um dos principais motivos é a necessidade de obter atendimento com maior rapidez do que aquela encontrada em outras modalidades.
“Metade da população ali, 45%, tira dinheiro do bolso para fazer um pagamento. E por que isso? Porque, geralmente, às vezes o paciente que está com a necessidade de utilizar o SUS precisa de uma celeridade, precisa de uma velocidade maior para entender qual é a sua demanda de saúde e ele vai no privado”, afirmou.
Nesse cenário, clínicas populares e empresas que trabalham com cartões de benefícios passaram a ocupar um espaço relevante. “Elas passaram a entregar para a população uma facilidade muito mais expressa para que consigam fazer consultas e exames pagando à vista e pagando preços mais acessíveis”, destacou.
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O avanço do pagamento particular também ocorre em meio às dificuldades econômicas enfrentadas pelas famílias e ao custo da saúde suplementar. Batista relaciona ainda esse movimento ao envelhecimento da população brasileira e à necessidade crescente de cuidados médicos.
“A gente tem, sim, hoje uma dificuldade: a maior parte da população que gostaria de ter um plano de saúde não consegue ter acesso”, disse. Para o empresário, esse quadro abre espaço para empresas capazes de oferecer atendimento particular com preços mais acessíveis e estruturas consolidadas.
Batista citou o Dr. Consulta, empresa com 15 anos de atuação que, segundo ele, retomou os investimentos a partir de 2025 e chegou a quase 50 unidades, com presença em São Paulo e no Rio de Janeiro. Também mencionou a Clínica Fares, que tem 37 anos de mercado e quatro unidades em São Paulo, destacando a possibilidade de acompanhar o paciente “desde a consulta até o procedimento cirúrgico”.
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“Envelhecimento da população, clínicas e unidades de atendimento renomadas e com confiança da população e, basicamente, a saúde suplementar ficando muito cara para você poder atingir a sua meta de cuidado: a gente começa a entrar dentro do padrão de crescimento, sim, desse mercado”, explicou.
Outro fator apontado por Batista é a transformação tecnológica das antigas clínicas populares. Segundo ele, a digitalização dos serviços e dos prontuários permite acompanhar de maneira mais ampla a trajetória do paciente e oferecer maior continuidade ao tratamento.
“A grande característica que a tecnologia trouxe para as antigas clínicas populares é a digitalização”, afirmou. De acordo com Batista, essas empresas entenderam que acompanhar integralmente o paciente, “desde o começo das suas primeiras queixas até a resolução mais ampla”, aumenta o conforto, a capacidade de resolução e a segurança de quem procura atendimento.
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Essa combinação entre preços mais acessíveis, rapidez e acompanhamento digital ajuda a explicar por que o pagamento direto vem conquistando consumidores que não necessariamente possuem renda elevada.
Para Batista, a estrutura de atendimento particular já está disponível e consegue absorver rapidamente quem decide pagar diretamente por consultas ou exames. “Se você hoje quiser sair da sua casa, procurar uma clínica de atendimento ou até um médico renomado e falar que vai pagar a consulta particular, ele te atende às vezes no mesmo dia ou na mesma semana, porque abre-se a brecha”, afirmou.
O mesmo ocorre, segundo ele, nos serviços de diagnóstico. “Se você tentar fazer um exame em uma das grandes clínicas de análises diagnósticas que tem no Brasil, você também vai conseguir fazer aquela coleta ou aquele exame de imagem tirando dinheiro e pagando à vista”, acrescentou.
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Batista avalia que essa disponibilidade revela inclusive uma preferência de parte dos prestadores pelo atendimento particular. E ressaltou que o fenômeno não está concentrado nos brasileiros de maior poder aquisitivo.
“A gente não está falando só de classe A, não. A gente está falando que o grande consumidor desse tipo de saúde são as classes B, C e D, com as necessidades inerentes e não podendo, às vezes, esperar na fila do SUS para já procurar uma alternativa imediata à sua demanda”, concluiu.
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