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Dr. Inovação: Mercado ilegal de canetas emagrecedoras cresce e amplia riscos à saúde pública
Publicado 03/08/2026 • 17:09 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 03/08/2026 • 17:09 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O avanço das falsificações, do contrabando e do uso indiscriminado das chamadas canetas emagrecedoras transformou esses medicamentos em um dos principais desafios atuais da saúde pública brasileira, segundo Pedro Batista, médico e notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Em sua participação no quadro Dr. Inovação desta segunda-feira (3), ele afirmou que o aumento da procura pelos medicamentos abriu espaço para um mercado ilegal cada vez maior e mais perigoso para os pacientes.
Segundo dados apresentados durante o programa, as apreensões de canetas emagrecedoras passaram de 61 mil unidades em todo o ano de 2025 para 165 mil apenas no primeiro semestre de 2026, um crescimento de 172% em apenas seis meses.
Para Batista, o preço elevado das versões originais e a facilidade de acesso a informações incompletas ou incorretas na internet ajudam a impulsionar esse mercado clandestino.
Segundo o médico, os análogos de GLP-1, como Ozempic e Mounjaro, registraram recordes de interesse nos mecanismos de busca nos últimos meses, refletindo a enorme demanda por tratamentos para perda de peso.
Ele explicou que a popularização desses medicamentos ocorreu em um cenário de crescimento contínuo da obesidade no país, apesar do aumento da prática de atividade física entre os brasileiros.
“Entre 2009 e 2022, a prática de atividade física aumentou cerca de 18%, mas, no mesmo período, a obesidade dobrou. As pessoas passaram a buscar soluções cada vez mais rápidas para emagrecer”, afirmou.
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Na avaliação de Batista, esse cenário favorece o crescimento das falsificações, dos tratamentos inadequados e da utilização dos medicamentos sem acompanhamento médico.
O médico destacou que o impacto econômico desse mercado também chama atenção.
Segundo ele, as vendas oficiais de medicamentos da classe dos análogos de GLP-1 movimentaram cerca de R$ 10 bilhões no Brasil em 2025, enquanto a expectativa para 2026 é que esse volume dobre para aproximadamente R$ 20 bilhões.
No entanto, Batista afirmou que o mercado ilegal pode movimentar um volume financeiro equivalente ao oficial.
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“É possível que hoje o mercado negro dessas medicações já tenha um tamanho semelhante ao mercado formal”, alertou.
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Siga o Times | CNBCAlém dos prejuízos financeiros, Batista ressaltou que o uso inadequado desses medicamentos pode provocar consequências importantes para a saúde.
Entre as principais complicações, ele citou pancreatite, efeitos gastrointestinais graves e o chamado efeito ioiô farmacêutico, caracterizado pela alternância entre perda e ganho de peso após o uso incorreto da medicação.
Segundo o especialista, esses problemas acabam aumentando a pressão tanto sobre o sistema público quanto sobre a saúde suplementar.
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Batista também esclareceu que há restrições importantes para a manipulação desses medicamentos.
Segundo ele, semaglutida possui restrições por sua origem biológica, enquanto a tirzepatida só pode ser manipulada por um número muito limitado de farmácias que atendem rigorosos critérios técnicos e sanitários.
O médico alertou ainda para o crescimento da oferta de substâncias que sequer possuem autorização para uso em seres humanos.
“A retatrutida não possui aprovação para uso clínico em nenhum país do mundo. Mesmo assim, ela já aparece sendo comercializada ilegalmente e indicada por profissionais sem qualificação adequada”, afirmou.
Para ele, o contrabando e a venda de medicamentos sem procedência representam um risco crescente à saúde da população.
Ao final da entrevista, Batista reforçou que qualquer tratamento para emagrecimento deve ser realizado exclusivamente com acompanhamento profissional.
Segundo o médico, pacientes devem exigir informações sobre a procedência dos medicamentos utilizados e desconfiar de produtos vendidos fora dos canais autorizados.
“O que parece mais barato ou mais fácil hoje pode se transformar em um grave problema de saúde amanhã. As pessoas precisam confiar no acompanhamento médico e não apenas nas informações que encontram na internet ou em ferramentas de inteligência artificial”, concluiu.
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