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Startup usa inteligência artificial para agilizar diagnóstico cerebral no SUS
Publicado 08/07/2026 • 13:05 | Atualizado há 1 dia
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Publicado 08/07/2026 • 13:05 | Atualizado há 1 dia
KEY POINTS
Uma healthtech brasileira aposta na inteligência artificial para acelerar o diagnóstico de doenças neurológicas dentro do Sistema Único de Saúde. A Neurogram, fundada em 2021, processou mais de 10 mil exames neste ano e se prepara para entrar no mercado dos Estados Unidos até o fim de 2026.
A empresa trabalha com o gerenciamento de exames de eletroencefalograma, procedimento em que eletrodos são posicionados ao redor da cabeça do paciente para registrar a atividade cerebral.
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🔍 O eletroencefalograma é hoje usado principalmente para diagnóstico de epilepsia, estudo de fases do sono e constatação de morte encefálica. A Neurogram trabalha para ampliar esse uso a doenças como Alzheimer, Parkinson, transtorno do espectro autista, depressão e transtorno bipolar.
Segundo a cofundadora e CEO da Neurogram, Daniele de Mari, a plataforma nasceu da constatação de uma distância entre os avanços da neurociência e a prática da neurologia clínica. Formada em neurociência nos Estados Unidos, ela relatou ter identificado que médicos analisam os exames em busca de padrões sem apoio de inteligência artificial, o que motivou a criação de uma ferramenta voltada a tornar esse trabalho menos manual.
De acordo com a executiva, a plataforma é compatível com os sete maiores fabricantes de equipamentos usados no Brasil para esse tipo de exame, que normalmente não se comunicam entre si nem com os prontuários eletrônicos dos hospitais. Daniele de Mari afirmou que os exames passaram a ser enviados de forma criptografada para a nuvem, dispensando o uso de VPN hospitalar, download local ou envio por ferramentas como Google Drive e Dropbox.
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Siga o Times | CNBCAinda conforme a CEO, os médicos capacitados para interpretar esse tipo de exame ficam concentrados nas regiões Sul e Sudeste do país. Com a plataforma, um exame realizado no Maranhão pode ser lido por uma médica em São Paulo, sem que o profissional precise estar fisicamente no mesmo estado do paciente.
De Mari citou a máxima da neurologia de que tempo é cérebro. Segundo ela, um paciente internado em UTI pode desenvolver um padrão de crise epiléptica que, se não identificado em até 30 minutos, resulta em perda neurológica permanente. A executiva relatou que, sem apoio tecnológico, o exame às vezes só é analisado pelo médico entre 12 e 24 horas depois de realizado. A meta da empresa, segundo ela, é reduzir esse intervalo entre a realização do exame e a identificação do padrão crítico.
A CEO também mencionou casos de tentativas de ataque hacker às bases de dados de exames neurológicos, considerados dados sensíveis do paciente. Segundo ela, a criptografia em múltiplas camadas é hoje um dos pilares da operação da empresa.
Daniele relatou ter captado cerca de US$ 1 milhão ainda na faculdade, quando fundou a empresa, já com cartas de intenção de clientes brasileiros. Segundo a executiva, a Neurogram fechou um acordo preliminar para atuação nos Estados Unidos e deu entrada em pedido junto ao FDA, agência regulatória americana, com previsão de início de operação no mercado americano ainda neste ano.
De acordo com ela, o produto oferecido nos Estados Unidos será essencialmente o mesmo utilizado no Brasil, com ajustes pontuais, já que os desafios de acesso a dados neurológicos identificados no mercado brasileiro se repetem no americano.
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