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Preço do diesel recua 9% após pico em abril, mas segue em alta de 12% no acumulado do ano

Publicado 07/09/2026 • 14:45 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Diesel acumulou alta de 12,3% entre janeiro e julho de 2026, segundo a TruckPag
  • Preço do diesel atingiu pico de R$ 7,13 por litro em abril e recuou 9% até julho
  • Bahia teve a maior alta regional do diesel, de 26,8%, entre fevereiro e julho
Diesel

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O preço médio do litro do diesel S10 acumulou alta de 12,3% entre janeiro e julho de 2026, segundo levantamento da TruckPag, empresa de tecnologia de meios de pagamento para frotas pesadas. A análise considera dados de abastecimento em mais de 4.700 postos credenciados e cerca de 10 mil bombas de combustível em todo o país, dos quais aproximadamente 90% ficam localizados em rodovias, onde ocorre a maior parte do abastecimento de caminhões, de acordo com a empresa.

Após atingir o pico de R$ 7,13 por litro em abril, o combustível encerrou julho com média de R$ 6,49, recuo de 9% em relação ao maior valor do ano, segundo a TruckPag. O movimento indicaria uma estabilização nos últimos meses, de acordo com o levantamento.

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Preço passou por forte alta e depois recuou

O preço médio do litro passou de R$ 5,78 em janeiro para R$ 6,49 em julho, elevação de R$ 0,71 no período, segundo os dados da TruckPag. A curva de preços teria sido marcada por forte aceleração entre fevereiro e abril, quando o combustível atingiu seu maior patamar do ano, seguida por três meses consecutivos de retração, de acordo com a empresa.

Em julho, porém, o comportamento teria sido diferente, segundo o levantamento. O preço variou dentro de uma faixa estreita, entre R$ 6,46 e R$ 6,53 por litro ao longo do mês, o que indicaria uma acomodação após meses de volatilidade, conforme a TruckPag.

Kassio Seefeld, CEO e fundador da TruckPag, afirmou que, apesar do recuo observado desde abril, o diesel segue significativamente mais caro do que no início do ano, o que mantém pressão sobre os custos das transportadoras. Segundo ele, em um setor que opera com margens apertadas, oscilações como essas exigem planejamento financeiro, revisão constante dos custos operacionais e maior eficiência na gestão do abastecimento.

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Estabilidade não representa alívio, diz executivo

Seefeld também afirmou que o cenário atual traz mais previsibilidade para as empresas, mas ainda está distante de representar alívio nos custos. Segundo ele, o diesel permanece em nível elevado e continua sendo um dos principais componentes das despesas do transporte rodoviário de cargas, o que manteria a necessidade de gestão eficiente mesmo com a estabilidade recente.

Bahia lidera alta regional do diesel

O levantamento também mostra diferenças entre as regiões do país. A Bahia registrou a maior alta acumulada frente à base de comparação de fevereiro, com avanço de 26,8%, seguida por Piauí e Pernambuco, ambos acima de 19%, segundo a TruckPag. O Tocantins liderou os aumentos na Região Norte, com alta de 17,31%, enquanto o Rio Grande do Sul apresentou a menor variação nacional, de 6,23%, de acordo com a empresa.

Nenhum estado registrou queda no acumulado do período analisado, o que reforçaria que o combustível segue mais caro em todo o território brasileiro em relação ao início do ano, ainda que em intensidades diferentes, segundo o levantamento.

Para os próximos meses, Seefeld projetou continuidade do cenário de estabilidade, salvo a ocorrência de fatores externos que possam alterar o comportamento do mercado, como oscilações do petróleo, do câmbio ou mudanças na política de preços. Segundo ele, o segundo semestre deve exigir das transportadoras o mesmo nível de disciplina na gestão dos custos, já que o diesel continuaria em patamar superior ao observado no início do ano.

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